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Moeda de 1 centavo deixa de ser fabricada nos EUA

Por Leticia Florenço
26/05/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Moedas - Reprodução

Moedas - Reprodução

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na quinta-feira, 22 de maio, a decisão de descontinuar a produção da moeda de 1 centavo, conhecida como penny, que está em circulação há mais de 230 anos.

Essa medida representa o fim da fabricação dessa moeda histórica, que faz parte da vida econômica e cultural dos americanos desde o final do século XVIII. Apesar do término da produção, o penny continuará a ser aceito como moeda corrente e seguirá sendo usado em milhares de estabelecimentos comerciais pelo país.

Razões econômicas e práticas para a descontinuação

O principal motivo para essa decisão está no custo de produção da moeda, que atualmente ultrapassa o valor nominal de um centavo. Produzir a moeda tem se tornado economicamente inviável, especialmente considerando seu uso cada vez mais limitado nas transações diárias.

Além disso, uma grande quantidade de pennies está acumulada em casas e estabelecimentos, guardada em potes e gavetas, longe da circulação ativa, o que demonstra a baixa utilidade prática dessa moeda nos tempos modernos.

Impactos nas transações comerciais

Embora a produção seja interrompida, o penny continuará circulando normalmente, pelo menos por enquanto, evitando transtornos imediatos para consumidores e comerciantes.

Estima-se que muitos estabelecimentos adotem o arredondamento das transações feitas em dinheiro para o centavo mais próximo, facilitando a adaptação à ausência da moeda. Essa experiência é baseada no exemplo do Canadá, que descontinuou a fabricação do penny em 2012 e não registrou mudanças significativas no comércio ou nas transações financeiras.

O papel dos varejistas na transição

Representantes do varejo, como a Associação Nacional de Lojas de Conveniência e a Federação Nacional do Varejo, afirmam que seus membros continuarão aceitando pennies enquanto houver estoque, mas se preparam para uma transição suave que não prejudique os clientes.

Eles destacam que a prioridade é garantir uma experiência positiva para os consumidores, evitando que a falta da moeda cause dificuldades. Em muitos casos, se um cliente quiser pagar com penny, a maioria dos comerciantes está disposta a aceitar, priorizando a satisfação do cliente.

Influência dos pagamentos digitais

O crescimento dos pagamentos eletrônicos tem impactado diretamente o uso do penny. Compras feitas com cartão de crédito, débito e outras formas digitais continuam sendo calculadas com precisão até o centavo, sem arredondamentos.

Isso reforça a ideia de que o penny tem uma função cada vez mais simbólica e menos prática na economia atual, onde as transações digitais predominam.

O caso dos Estados Unidos segue uma tendência observada em outros países, como o Canadá e a Austrália, que eliminaram moedas de baixo valor sem impactos negativos significativos.

Esses países provaram que é possível manter a eficiência econômica e a comodidade nas transações mesmo após a retirada dessas moedas. A experiência internacional traz segurança para que os EUA realizem essa transição sem grandes problemas.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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