A libertação do explorador subaquático Tommy Thompson, em 4 de março de 2026, encerra uma disputa judicial que durou mais de dez anos e preserva um dos maiores mistérios sobre tesouros marítimos nos Estados Unidos.
Ele deixou uma prisão federal após cumprir cerca de uma década por desacato, conforme registros do Federal Bureau of Prisons, ao se recusar a revelar à Justiça o paradeiro de 500 moedas de ouro desaparecidas.
As peças integram o tesouro recuperado do S.S. Central America, navio que naufragou em 1857 durante um furacão na costa da Carolina do Sul.
O navio transportava aproximadamente 30 mil libras de ouro da corrida do ouro da Califórnia. O desastre deixou 425 mortos e contribuiu para agravar uma crise financeira nos Estados Unidos no século XIX.
Mistério do navio com ouro
1988 – Descoberta histórica
- Tommy Thompson lidera a expedição que localiza os destroços do navio S.S. Central America em grande profundidade no Atlântico.
- Operação é considerada um marco da engenharia de exploração submarina.
- Parte do ouro é recuperada e vendida, movimentando mais de US$ 50 milhões.
A partir de 2005 – Disputas judiciais
- Investidores acusam Thompson de não repassar valores devidos pela comercialização do tesouro.
- Início de uma série de ações judiciais relacionadas à divisão dos lucros.
2012 – Ordem judicial
- Juiz federal determina que Thompson revele a localização de 500 moedas não entregues.
- O explorador não comparece à audiência.
2015 – Prisão
- Após viver sob identidade falsa na Flórida, Thompson é capturado pelas autoridades.
- Passa a cumprir detenção por desacato civil.
- Multas diárias são acumuladas pelo descumprimento da ordem judicial.
Situação de Thompson
Durante audiências, Thompson sustentou que não sabe onde estão as moedas e afirmou não ter meios de cumprir a determinação, mencionando inclusive possível transferência dos ativos para um fundo fiduciário no exterior.
Apesar da libertação, ele permanece sob supervisão judicial e ainda enfrenta litígios civis com investidores e credores.
O paradeiro das moedas, contudo, segue desconhecido, mantendo o caso como um dos mais intrigantes da história recente da exploração marítima.






