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Meteorologista confirma que brasileiros devem ficar em alerta vermelho com Super El Niño

Por Leticia Florenço
06/05/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Meteorologista catarinense Piter Scheuer - Reprodução/TikTok

Meteorologista catarinense Piter Scheuer - Reprodução/TikTok

O Brasil pode estar se aproximando de um dos episódios climáticos mais intensos das últimas décadas.

Segundo o meteorologista Piter Scheuer, o país está na rota de um possível “Super El Niño”, fenômeno que tende a atingir seu pico durante a primavera de 2026 e pode alterar completamente o comportamento típico das estações do ano.

A projeção chama atenção porque indica a possibilidade de um período marcado por calor acima da média, bloqueios atmosféricos e episódios de instabilidade severa, com impacto direto na rotina da população, na agricultura e na infraestrutura urbana.

O que é o “Super El Niño” e por que ele preocupa

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial. Em sua forma mais intensa, pode influenciar o regime de chuvas e temperaturas em diversas partes do planeta.

De acordo com a análise divulgada por Scheuer, o atual aquecimento estaria ocorrendo de forma acelerada e fora do padrão habitual, o que poderia configurar uma versão mais intensa do fenômeno, apelidada de “Super El Niño”.

Esse tipo de configuração, segundo o meteorologista, aumenta o risco de extremos climáticos, como ondas de calor prolongadas e tempestades mais violentas.

Primavera de 2026 pode ser “apagada” pelo calor

Um dos pontos mais chamativos da previsão é a possibilidade de a primavera de 2026 perder suas características tradicionais. Em vez de temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas, o cenário projetado indica:

  • Temperaturas acima da média por longos períodos
  • Redução da chegada de frentes frias
  • Predomínio de ar seco em várias regiões
  • Sensação térmica de verão antecipado

O resultado seria uma transição quase inexistente entre inverno e verão, com impacto direto no conforto térmico da população.

Alerta para calor extremo e tempestades severas

Segundo Scheuer, o período pode combinar dois extremos opostos: calor intenso e tempestades rápidas, porém muito fortes. Entre os principais riscos associados ao cenário estão:

  • Chuvas concentradas em curto espaço de tempo
  • Ventos fortes em episódios isolados de instabilidade
  • Possibilidade de alagamentos e enchentes urbanas
  • Risco de deslizamentos em áreas vulneráveis

Esse tipo de combinação é considerado preocupante porque alterna longos períodos de seca e calor com eventos extremos de chuva.

Impactos mais fortes no Sul e Sudeste

As regiões Sul e Sudeste devem ser as mais afetadas caso o cenário se confirme, especialmente por já apresentarem histórico de variações climáticas mais intensas durante eventos de El Niño.

Entre os efeitos esperados estão:

  • Onda de calor persistente
  • Redução da umidade do solo em períodos prolongados
  • Instabilidade atmosférica mais intensa em curtos intervalos
  • Pressão sobre sistemas de drenagem urbana

O litoral também entra em atenção especial, já que tempestades rápidas podem gerar impactos mais severos em áreas urbanizadas e próximas ao mar.

Agricultura, água e cidades sob pressão

Um dos pontos mais sensíveis do cenário está nos impactos indiretos. A agricultura pode enfrentar:

  • Alterações no calendário de plantio
  • Estresse hídrico em lavouras
  • Oscilações bruscas de temperatura

Já o abastecimento de água pode sofrer pressão em regiões com menor capacidade de reservação, principalmente durante períodos prolongados de calor e baixa chuva.

Nas cidades, o desafio está na infraestrutura urbana, que pode ser testada por chuvas intensas e concentradas em pouco tempo.

Especialistas reforçam necessidade de preparação

Especialistas reforçam a necessidade de preparação diante do cenário climático projetado. Apesar dos alertas emitidos, meteorologistas explicam que fenômenos como o El Niño são altamente complexos e ainda podem sofrer variações de intensidade e comportamento ao longo do tempo, o que exige cautela na interpretação das projeções.

Mesmo assim, a orientação geral é de que medidas preventivas sejam adotadas desde já, como forma de reduzir possíveis impactos futuros.

Entre as principais recomendações estão o monitoramento constante das previsões climáticas, permitindo respostas mais rápidas a mudanças bruscas no tempo, além da manutenção e revisão dos sistemas de drenagem urbana, fundamentais para evitar alagamentos em episódios de chuva intensa.

Também é destacada a importância de atenção redobrada em áreas de risco, especialmente regiões sujeitas a enchentes e deslizamentos, onde eventos extremos podem trazer consequências mais graves.

No campo, especialistas sugerem ainda um planejamento agrícola mais flexível, capaz de se adaptar a possíveis variações no regime de chuvas e temperaturas.

A ideia central dessas medidas é simples, reduzir vulnerabilidades e aumentar a capacidade de resposta da sociedade antes da ocorrência de possíveis eventos climáticos extremos.

O chamado “Super El Niño” ainda está em fase de monitoramento e modelagem climática. Isso significa que suas projeções podem ser ajustadas ao longo dos próximos meses conforme novos dados atmosféricos e oceânicos forem analisados.

Mesmo assim, o alerta serve como sinal de atenção para um possível período de maior instabilidade climática em 2026, com impactos que podem ser sentidos em diferentes regiões do Brasil.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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