O mercado global de arte e objetos colecionáveis vem apresentando crescimento expressivo, de acordo com relatórios recentes da Deloitte Art & Finance.
Atualmente, esses ativos não são vistos apenas como investimento, mas também como instrumentos de preservação cultural e planejamento de legado, reunindo valor pessoal e durabilidade.
Essa tendência é mais evidente entre a nova geração de colecionadores, que valoriza experiências, identidade e laços sociais nas coleções, em vez de se concentrar apenas em obras tradicionais ou retorno financeiro.
Segundo a Deloitte, 72% desse grupo prioriza o legado sobre o lucro, indicando uma mudança nos critérios de valorização de bens culturais.
Objetos afetivos pela casa
Estudos acadêmicos apontam que o colecionismo transcende o simples acúmulo de objetos, atuando como um meio de atribuir significado emocional e biográfico aos itens.
Medalhas, passaportes, cartas, fotografias e lembranças de viagens ou de familiares passam a fazer parte do dia a dia, fortalecendo identidades e mantendo vivas memórias pessoais.
O fenômeno também impacta o mercado de emolduramento, que registra maior procura por objetos ligados a experiências de vida e trajetórias familiares, em contraste com a demanda tradicional por quadros e gravuras. Profissionais da área ressaltam que cada peça carrega uma história única, e preservá-la é uma forma de perpetuar essas narrativas.
Coleção de memórias
Sob a ótica econômica, o mercado de arte e colecionáveis deve atingir US$ 3,47 trilhões até 2030, com cerca de US$ 992 bilhões em circulação por meio de heranças, segundo estimativas globais.
O movimento revela uma mudança na forma de avaliar esses bens, que passam a incorporar também memória, vínculo familiar e valor afetivo, além do retorno financeiro.
Para especialistas, a conservação desses objetos ajuda a fortalecer laços sociais e culturais, ao permitir que histórias pessoais sejam preservadas, transmitidas e reinterpretadas entre gerações, ampliando a ideia de patrimônio para além do aspecto material.






