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Melhor remédio contra insônia é finalmente liberado pela Anvisa

Por Leticia Florenço
16/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Insônia - Reprodução/iStock

Insônia - Reprodução/iStock

A insônia é um dos distúrbios mais comuns do século XXI, afetando diretamente a produtividade, o humor e até o envelhecimento cerebral.

Após anos de estudos e uso recorrente de medicamentos com alto potencial de dependência, o Brasil agora conta com uma alternativa inédita e mais segura com o lemborexante, conhecido comercialmente como Dayvigo, desenvolvido pela farmacêutica japonesa Eisai e aprovado pela Anvisa em setembro deste ano.

O medicamento vem sendo celebrado por especialistas e pesquisadores como um marco na medicina do sono, capaz de oferecer resultados eficazes sem comprometer a saúde cognitiva dos pacientes.

Como o Dayvigo funciona

Diferente dos tradicionais benzodiazepínicos e das chamadas “drogas Z”, como zolpidem e clonazepam, o lemborexante atua bloqueando os sinais cerebrais que mantêm o cérebro desperto, em vez de simplesmente “desligar” o sistema nervoso central.

Essa variação faz toda a diferença, o novo fármaco não causa sonolência excessiva, não altera o humor diurno e reduz drasticamente o risco de dependência química.

Segundo estudos conduzidos pela Universidade de Oxford, o Dayvigo se destacou entre 36 opções avaliadas, demonstrando excelente tolerabilidade e eficácia em pacientes com diferentes níveis de insônia.

O que o torna mais seguro que os outros

O lemborexante age sobre os receptores de orexina, uma substância que regula o ciclo sono-vigília. Enquanto remédios antigos suprimem o sistema nervoso de forma global, o Dayvigo atua de modo seletivo, interrompendo apenas os sinais que mantêm a mente acordada.

Essa seletividade oferece vantagens importantes:

  • Menor risco de dependência e tolerância;
  • Menos efeitos colaterais cognitivos (como lapsos de memória e sonolência matinal);
  • Redução de episódios de sonambulismo e paradas respiratórias;
  • Interação mais segura com o metabolismo natural do sono.

Dosagem e modo de uso

A Anvisa recomenda a dose inicial de 5 mg, administrada uma vez por noite, minutos antes de dormir. O paciente deve garantir ao menos 7 horas de sono antes de acordar.

Em casos específicos, o médico pode aumentar a dose para 10 mg, conforme avaliação clínica. Importante destacar que o uso é restrito a adultos, e o acompanhamento médico é indispensável para garantir segurança e eficácia.

A realidade dos remédios antigos

No Brasil, desde a década de 1960, o tratamento da insônia depende majoritariamente de benzodiazepínicos e drogas Z. Apesar de populares, esses medicamentos causam rápida tolerância, exigindo doses cada vez maiores. Além disso, seu uso prolongado está associado a:

  • Dependência química severa;
  • Déficits cognitivos progressivos;
  • Alterações comportamentais e motoras;
  • Riscos fatais se combinados com álcool ou depressivos do sistema nervoso.

Com a liberação do lemborexante pela Anvisa, o Brasil dá um passo histórico na área da medicina do sono. O novo remédio oferece esperança a milhões de pessoas que enfrentam noites em claro, equilibrando eficácia, segurança e qualidade de vida.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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