Em 2026, o Brasil alcançou média de 63,40 pontos no Índice de Progresso Social (IPS), em uma escala de 0 a 100, com leve avanço em relação ao ano anterior.
O levantamento analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.
A pesquisa tem como proposta medir o desenvolvimento social da população para além de variáveis econômicas, como renda e Produto Interno Bruto (PIB).
Para isso, considera fatores como segurança, moradia, acesso à saúde, educação, saneamento básico, inclusão social, direitos individuais, qualidade ambiental e acesso à informação.
Melhor capital pra se morar
No ranking das capitais brasileiras, Curitiba ocupou a primeira posição com 71,29 pontos, mantendo a liderança pelo segundo ano consecutivo.
Segundo o levantamento, o desempenho de Curitiba está associado a um conjunto de fatores estruturais e ambientais que influenciam diretamente sua pontuação no IPS.
Entre os principais pontos destacados estão:
- elevado desempenho em qualidade ambiental
- ampla disponibilidade de áreas verdes por habitante
- menor exposição a riscos climáticos
- bons indicadores de saneamento e moradia
- resultados positivos em educação e acesso à informação
- avanços em direitos individuais e oportunidades sociais
- histórico de planejamento urbano consistente
- sistema de transporte coletivo consolidado
- políticas voltadas à sustentabilidade ambiental
Depois de Curitiba, aparecem no ranking das capitais Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.
Índice por estado
Na avaliação por estados, o melhor resultado foi do Distrito Federal, seguido por São Paulo e Santa Catarina. Já os menores índices ficaram com Acre, Maranhão e Pará.
No recorte regional, a Paraíba se destacou no Nordeste, enquanto Tocantins obteve a melhor posição entre os estados do Norte.
O levantamento também indica que a distância entre a capital melhor posicionada e a última colocada supera 12 pontos na escala do índice.
O IPS Brasil é desenvolvido por organizações como Imazon, Fundación Avina, Amazônia 2030 e Social Progress Imperative, a partir de informações oficiais disponibilizadas por instituições como IBGE, Inep, Ministério da Saúde, Anatel, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e MapBiomas.






