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Médico famoso nas redes sociais teria fraudado canetas emagrecedoras

Por Jeferson da Rosa
28/11/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Médico famoso nas redes sociais teria fraudado canetas emagrecedoras - Imagem: Divulgação/Fiocruz

Médico famoso nas redes sociais teria fraudado canetas emagrecedoras - Imagem: Divulgação/Fiocruz

Um médico bastante conhecido no Instagram e no TikTok, acumulando centenas de milhares de seguidores, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal realizada ontem (27).

A investigação aponta que ele teria participado de um esquema que fabricava e comercializava de forma clandestina canetas emagrecedoras e outros medicamentos injetáveis voltados ao tratamento da obesidade.

Segundo a PF, o grupo produzia versões ilegais de substâncias como a tirzepatida, princípio ativo presente em remédios usados no controle de diabete e na perda de peso, e colocava esses produtos em circulação sem qualquer controle sanitário.

Médico famoso nas redes sociais teria fraudado canetas emagrecedoras

O profissional investigado é Gabriel Almeida, médico que construiu uma imagem pública ligada ao emagrecimento e à estética.

Ele costuma compartilhar orientações sobre perda de peso, publica livros sobre o tema e aparece em vídeos detalhando efeitos de medicamentos conhecidos no mercado.

Seu consultório, o Núcleo GA, está localizado na Avenida Brasil, área de alto padrão em São Paulo, e possui outras unidades na Bahia e em Pernambuco.

A PF afirma que, apesar da aparência de regularidade, o médico integraria uma estrutura paralela dedicada à produção irregular de substâncias injetáveis.

A operação que colocou Almeida no centro das atenções é chamada de Operação Slim. Deflagrada em quatro estados, ela teve como objetivo identificar e interromper uma rede que, segundo os investigadores, funcionava como uma espécie de laboratório oculto.

O grupo mantinha instalações improvisadas, realizava o envase e a rotulagem dos frascos de forma artesanal e distribuía os produtos por canais digitais.

As mensagens de venda criavam a impressão de que se tratava de um processo autorizado, mas nenhuma das etapas seguia normas sanitárias.

Alvos da operação podem ser acusados de crimes contra a saúde pública e falsificação

O material apreendido mostra que o esquema funcionava em escala industrial, com produção em série e distribuição ampla.

Para a PF, esse modelo colocava os consumidores em risco direto, já que não havia garantia de esterilidade ou comprovação da quantidade real do princípio ativo em cada dose.

Além disso, a falta de rastreabilidade tornava impossível identificar a origem de eventuais reações adversas ou contaminações.

Durante as buscas, foram recolhidos documentos, equipamentos e insumos que devem passar por análise técnica.

A operação contou com apoio da Anvisa e de vigilâncias sanitárias estaduais. A PF agora tenta mapear toda a cadeia de produção e confirmar a participação de cada investigado.

As autoridades afirmam que o caso pode resultar em acusações por crimes contra a saúde pública e falsificação de produtos médicos.

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Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão.

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