A prevenção contra doenças graves começa muito antes de qualquer diagnóstico. Ela está diretamente ligada às escolhas feitas diariamente, especialmente na alimentação.
Aquilo que vai para o prato pode funcionar tanto como um aliado da saúde quanto como um fator silencioso de risco. Cada vez mais estudos reforçam que determinados alimentos, quando consumidos de forma frequente, aumentam as chances de desenvolvimento de vários tipos de câncer.
O câncer é caracterizado pela multiplicação descontrolada de células que perdem sua função original e passam a comprometer o funcionamento normal do organismo.
Em estágios avançados, essas células podem se espalhar para outros tecidos, processo conhecido como metástase, tornando o tratamento mais agressivo e reduzindo significativamente as chances de cura.
Diante desse cenário, o oncologista Juan Felipe Córdoba usou suas redes sociais para fazer um alerta direto ao público. Segundo ele, alguns produtos comuns na rotina alimentar precisam ser evitados ou drasticamente reduzidos, pois estão associados a um risco elevado de câncer quando consumidos de forma habitual.
Ultraprocessados ricos em carboidratos refinados
O primeiro grupo citado pelo especialista envolve alimentos ultraprocessados amplamente consumidos no dia a dia, como pães brancos, bolos industrializados, biscoitos e doces.
Esses produtos passam por processos industriais intensos, perdendo fibras e nutrientes essenciais, ao mesmo tempo em que recebem açúcares, gorduras e aditivos químicos.
De acordo com Córdoba, o consumo frequente desses alimentos contribui para o ganho de peso e para o desenvolvimento da obesidade, condição diretamente associada a diversos tipos de câncer, incluindo mama, intestino e pâncreas.
O excesso de açúcar no organismo favorece inflamações crônicas, um terreno fértil para o surgimento de doenças graves.
Carnes processadas e embutidos
Linguiças, salsichas, presunto, bacon e outros embutidos ocupam um lugar preocupante nas recomendações médicas. Esses produtos são classificados como cancerígenos do Grupo 1, a mesma categoria do tabaco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O oncologista destaca que essas carnes contêm conservantes químicos, como nitritos e nitratos, que podem formar substâncias cancerígenas no organismo. O consumo frequente está fortemente associado ao câncer colorretal, afetando diretamente a saúde do intestino.
Bebidas açucaradas e refrigerantes
Outro item apontado no alerta são as bebidas adoçadas, incluindo refrigerantes, sucos artificiais e chás industrializados. Além do alto teor de açúcar, essas bebidas oferecem baixíssimo valor nutricional e contribuem para picos constantes de glicose no sangue.
Esse desequilíbrio metabólico favorece o aumento de gordura corporal e processos inflamatórios persistentes, fatores que elevam o risco de câncer ao longo do tempo. A recomendação é priorizar água, chás naturais e sucos feitos com frutas in natura, sem adição de açúcar.
Alimentos fritos e ricos em gorduras trans
Batatas fritas, salgadinhos industrializados e fast food também entram na lista de atenção. Quando submetidos a altas temperaturas, esses alimentos podem produzir substâncias tóxicas, como a acrilamida, associada ao aumento do risco de câncer.
Além disso, as gorduras trans presentes nesses produtos afetam negativamente o sistema cardiovascular e estimulam processos inflamatórios no organismo, criando um ambiente propício para o surgimento de células malignas.
Álcool em excesso
Embora socialmente aceito, o consumo frequente de bebidas alcoólicas é outro fator de risco destacado por especialistas. O álcool está relacionado a cânceres de fígado, boca, garganta, esôfago e mama.
Segundo Córdoba, não existe uma quantidade totalmente segura quando o assunto é prevenção do câncer. Quanto maior o consumo, maior o risco, especialmente quando combinado a outros hábitos prejudiciais, como má alimentação e sedentarismo.
Escolhas que protegem a saúde
O alerta médico não se limita a apontar vilões. Ele reforça a importância de substituir alimentos industrializados por opções naturais, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas frescas.
Vegetais como brócolis, couve e espinafre, por exemplo, são ricos em compostos antioxidantes que ajudam a combater inflamações e proteger as células.
Adotar uma alimentação equilibrada, aliada à prática de atividade física e ao acompanhamento médico regular, é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o risco de câncer e promover uma vida mais longa e saudável.





