Com foco no aprimoramento das políticas de permanência e inclusão nas universidades públicas federais, o Ministério da Educação (MEC) anunciou a 6ª edição da pesquisa Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais.
Reconhecido como o mais abrangente diagnóstico nacional sobre as condições de vida dos graduandos dessas instituições, o levantamento orienta a elaboração, a avaliação e o aperfeiçoamento de políticas públicas, entre elas o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).
Dados dos universitários
Realizada em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a pesquisa analisa fatores que influenciam o acesso, a permanência e a conclusão da graduação nas universidades federais.
O levantamento oferece um diagnóstico das desigualdades estruturais e das vulnerabilidades que marcam a trajetória acadêmica dos estudantes.
A coleta é feita diretamente com os graduandos, assegurando representatividade regional e diversidade de perfis. Entre os dados reunidos estão:
- renda familiar;
- moradia;
- alimentação;
- vínculo com o trabalho;
- acesso a tecnologias;
- condições de saúde;
- trajetória educacional.
Edição 2026
A edição de 2026 recebe respostas entre 6 de abril e 4 de maio. Os estudantes podem participar por meio do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) ou do sistema acadêmico equivalente utilizado por cada universidade federal, além de formulário eletrônico próprio.
De acordo com a Andifes, os dados fornecidos são resguardados e tratados em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com garantia de sigilo e segurança das informações.
Para o Ministério da Educação, a pesquisa constitui ferramenta estratégica para embasar políticas de equidade e enfrentamento das desigualdades no ensino superior.
O diagnóstico produzido orienta medidas destinadas a ampliar o acesso, fortalecer a permanência estudantil e promover maior justiça social nas instituições federais.






