Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Massa de ar congelante levanta alerta sobre mudanças no clima brasileiro

Por Leticia Florenço
24/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
0
Frio - Reprodução/iStock

Frio - Reprodução/iStock

Nos próximos dias, uma transformação importante na estratosfera está reorganizando os padrões climáticos do hemisfério Norte. A previsão é de que uma massa de ar extremamente frio avance sobre Estados Unidos, Europa e Ásia, trazendo neve, tempestades geladas e quedas abruptas de temperatura.

Essa mudança está relacionada a um fenômeno complexo, a ruptura do vórtice polar norte, uma estrutura que normalmente mantém o ar gelado confinado próximo ao Ártico, mas que agora está desestabilizada.

O que é o vórtice polar e por que ele está se rompendo?

O vórtice polar é uma imensa circulação de ar frio que gira com grande velocidade ao redor dos polos. Ele atua como um “escudo” climático, evitando que massas de ar congelante escapem para regiões mais ao sul.

Segundo o climatologista Francisco Aquino, a estrutura desse vórtice se forma a cerca de 15 a 30 km de altura, onde atualmente ocorre um aquecimento súbito e anômalo da estratosfera.

Esse calor inesperado desorganiza o sistema e rompe sua estabilidade, liberando ondas atmosféricas que interferem no clima de países inteiros.

Como o hemisfério Norte é afetado por essa ruptura

Com o vórtice polar enfraquecido, as correntes de vento que normalmente mantêm o frio aprisionado se deslocam e permitem que o ar ártico avance com força.

É esse movimento que provoca frio extremo em cidades norte-americanas, tempestades de neve antecipadas na Europa e variações bruscas de temperatura na Ásia. A ruptura cria um cenário de instabilidade que pode alternar semanas geladas com períodos anormalmente quentes, um padrão que tem se tornado mais frequente.

Embora esse tipo de ruptura não seja desconhecido, ela deveria ocorrer apenas a cada duas ou três décadas. Entretanto, na última década, esse intervalo tem sido encurtado de maneira preocupante. Estudos recentes apontam que, com o planeta mais quente, há mais vapor d’água subindo para a atmosfera.

Essa umidade adicional intensifica o aquecimento da estratosfera e enfraquece o vórtice polar, favorecendo rupturas repetidas e cada vez mais intensas. O que antes era raro está se tornando parte da nova realidade climática.

A anomalia de ocorrer em novembro

Especialistas como o meteorologista Judah Cohen, do MIT, afirmam que aquecimentos estratosféricos tão fortes geralmente acontecem no auge do inverno do hemisfério Norte, entre dezembro e fevereiro.

A ocorrência em novembro é considerada atípica e reforça a hipótese de que o sistema atmosférico está reagindo a estímulos que não eram comuns há algumas décadas.

Possíveis impactos para o Brasil

Apesar de o fenômeno se manifestar no hemisfério Norte, surgem dúvidas sobre seus efeitos para o clima brasileiro. De acordo com Francisco Aquino, não há indícios de que essa massa de ar congelante tenha qualquer influência direta sobre o país.

No entanto, esse é um período em que um La Niña fraco está em atuação, o que pode alterar a circulação tropical. Essa combinação pode resultar em redução de chuvas em algumas regiões, aumento em outras e mudanças na intensidade de ventos e umidade.

Porém, os pesquisadores ainda estudam como essa interação realmente se comporta.

A influência adicional do La Niña

O La Niña é caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico equatorial e influencia a dinâmica atmosférica global. No Brasil, o fenômeno costuma trazer chuvas acima da média no Norte e Nordeste, tempo mais seco no Sul e maior risco de incêndios no Pantanal e na Amazônia.

Com a ruptura do vórtice polar ocorrendo simultaneamente, há a possibilidade de que os efeitos tropicais se intensifiquem ou se desequilibrem, dependendo de como os ventos de grande altitude irão responder.

O cenário atual reforça a preocupação global com os extremos climáticos. A repetição de eventos incomuns, como a ruptura precoce do vórtice polar, indica que o sistema climático está mais sensível, mais instável e mais vulnerável a mudanças bruscas.

O planeta mostra sinais claros de que o equilíbrio atmosférico está sendo alterado, e compreender essas transformações é essencial para prever impactos futuros, inclusive no Brasil.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Imagem mostra Nikolas Ferreira usando celular em encontro com Bolsonaro — ação foi proibida pela Justiça - Imagem: Reprodução/TV Globo

Imagem mostra Nikolas Ferreira usando celular em encontro com Bolsonaro — ação foi proibida pela Justiça

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas