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Maior mamífero do continente reaparece após extinção

Por Karoline Calumbi
03/03/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Foto: Ascom-Instituto Estadual do Ambiente/Divulgação

Foto: Ascom-Instituto Estadual do Ambiente/Divulgação

O reaparecimento de um dos mais emblemáticos mamíferos terrestres da América do Sul trouxe esperança para a conservação da biodiversidade. Câmeras de monitoramento registraram a presença da anta (Tapirus terrestris) na Mata Atlântica, uma espécie considerada extinta na região há mais de um século.

É importante mencionar que o avistamento ocorreu no Parque Estadual do Cunhambebe, no Rio de Janeiro, onde foi identificada uma fêmea acompanhada de filhotes.

O retorno desse mamífero é um indício positivo para os ecossistemas locais, pois as antas desempenham um papel fundamental na dispersão de sementes e na manutenção das florestas tropicais.

Esse evento reforça a importância dos projetos de reintrodução de espécies, como o realizado na Reserva Ecológica de Guapiaçu, e das ações de preservação dos habitats naturais.

Características do maior mamífero terrestre da América do Sul

A anta é o maior mamífero terrestre do continente, podendo atingir até 300 quilos. Possui corpo robusto, pernas curtas e um focinho alongado e flexível, que auxilia na alimentação. Sua pelagem é marrom-escura, com bordas das orelhas esbranquiçadas e uma crina estreita ao longo do pescoço.

Este mamífero é herbívoro e se alimenta de uma grande variedade de plantas, frutos, cascas de árvores e vegetação aquática. Vive em florestas tropicais, áreas alagadas e matas ciliares, onde encontra abrigo e alimento. Além disso, é um ótimo nadador e costuma frequentar rios e lagos para se refrescar e se proteger de predadores.

O comportamento da anta é majoritariamente solitário, com atividades noturnas e crepusculares. Sua reprodução é lenta, com uma gestação de cerca de 13 meses e o nascimento de apenas um filhote por vez. Isso torna a espécie ainda mais vulnerável diante das ameaças ambientais.

Como evitar a extinção de espécies ameaçadas

A destruição do habitat e a caça ilegal são os principais fatores que levaram à drástica redução da população de antas na Mata Atlântica. Para evitar que casos semelhantes ocorram, é essencial adotar medidas de conservação.

Entre as principais ações estão:

  • Não caçar ou adquirir animais silvestres ilegalmente;
  • Respeitar áreas protegidas, como parques e reservas ecológicas;
  • Apoiar projetos de reintrodução e proteção da fauna;
  • Reduzir o uso de plásticos descartáveis para evitar a contaminação de ecossistemas;
  • Participar de programas de educação ambiental e voluntariado.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também desempenha um papel fundamental na recuperação de espécies ameaçadas por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), que reabilita e devolve animais ao seu habitat natural.

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Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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