A Coca-Cola pretende aplicar R$ 1 bilhão na construção de uma nova fábrica no interior de São Paulo, com a decisão sobre o município prevista até o final de 2025 e início das obras em 2026. A unidade estará entre as maiores da empresa, incorporando altos padrões de automação, eficiência e práticas sustentáveis.
O investimento ocorre em um momento favorável para o setor: em 2023, o Brasil produziu mais de 29 bilhões de litros de bebidas não alcoólicas, com os refrigerantes representando cerca de 79% do total, consolidando o país como um dos maiores mercados globais da categoria.
Nova fábrica no Brasil
Pindamonhangaba e Lorena estão na dianteira da disputa: a primeira se destaca pela articulação política e disponibilidade de terrenos, enquanto Lorena apresenta vantagens logísticas, com proximidade à Dutra e estrutura industrial consolidada.
Outras cidades do interior paulista, como Itu, Sorocaba, Bragança Paulista, Jundiaí e Campinas, também buscam atrair o investimento, embora ainda estejam atrás na competição. Municípios menores, como Queluz e Caçapava, surgem como alternativas, enquanto Jacareí foi descartada por questões de localização.
A região do Vale do Paraíba se mostra estratégica, reunindo mão de obra qualificada, logística eficiente e proximidade de grandes polos de consumo, condições que favorecem operações industriais de grande escala.
Análises da empresa
A escolha do município levará em consideração uma série de critérios, como logística e distribuição, dimensões e regularização do terreno, infraestrutura urbana e disponibilidade de serviços básicos, como água, energia, esgoto, gás e telecomunicações. Fatores relacionados à segurança regulatória e ambiental, que influenciam o licenciamento e a previsibilidade de custos, também serão decisivos.
Espera-se que a nova planta tenha impacto relevante na economia local e nas cadeias de fornecedores, gerando empregos diretos e indiretos e movimentando setores como embalagens, insumos e logística. A unidade também poderá funcionar como um hub regional de distribuição, afetando fluxos de transporte e incentivando melhorias na infraestrutura da região.
Enquanto a decisão final não é tomada, a empresa seguirá avaliando aspectos técnicos, fundiários e de viabilidade, sem divulgar informações sobre a capacidade da planta ou o portfólio de produtos que será produzido.






