Neste domingo (14), em artigo publicado no site do jornal americano The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo dos Estados Unidos estaria tentando garantir “impunidade” ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Lula, isso ocorreria por meio da imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e da aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky. A declaração surge poucos dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
Acusação de Lula
No artigo, Lula acusou o governo dos Estados Unidos de utilizar instrumentos econômicos para pressionar Brasília. Segundo ele, “as tarifas e a Lei Magnitsky estão sendo aplicadas para garantir impunidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que tentou subverter a vontade popular expressa nas urnas em 8 de janeiro de 2023”.
O presidente brasileiro dirigiu-se diretamente ao então presidente americano, Donald Trump, afirmando que o Brasil continua aberto a negociações sobre temas de interesse mútuo, mas reforçando que “a democracia e a soberania brasileiras não estão à venda”.
O texto também contestou declarações de autoridades americanas que caracterizaram o julgamento de Bolsonaro como uma “caça às bruxas”, expressão usada por Trump ao anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e repetida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, após a decisão do STF. Lula ainda destacou que as investigações sobre o golpe revelaram planos de atentados contra ele próprio, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Outros apontamentos
- Pagamentos digitais: O presidente negou que o Brasil adote práticas injustas e defendeu o sistema Pix, destacando sua contribuição para a inclusão financeira e o estímulo à economia. Segundo ele, o mecanismo é rápido, seguro e gratuito, facilitando as transações sem que o país seja penalizado.
- Regulação de empresas de tecnologia: Lula ressaltou que todas as plataformas, nacionais ou estrangeiras, estão sujeitas às mesmas regras. A medida visa proteger a população contra fraudes, desinformação e discurso de ódio, e não configura censura.
- Avanços ambientais: O artigo destacou a redução do desmatamento durante sua gestão, contrapondo-se às acusações de que o Brasil estaria relaxando o controle ambiental






