Durante participação no podcast ‘Mano a Mano‘, apresentado por Mano Brown e Semayat Oliveira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o governo federal lançará, ainda em junho de 2025, uma linha de crédito específica voltada a entregadores de aplicativo para a aquisição de motocicletas elétricas.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas sociais e econômicas com foco na inclusão produtiva, na sustentabilidade e no apoio aos trabalhadores informais. O principal objetivo é facilitar o acesso desses profissionais a veículos mais modernos, econômicos e menos poluentes, reduzindo os gastos com combustível e manutenção.
Incentivo aos entregadores
Além de melhorar as condições de trabalho dos profissionais de entrega, a iniciativa também tem como meta impulsionar a adoção de veículos elétricos no país e fortalecer a indústria nacional voltada à mobilidade sustentável. Conforme destacou o presidente Lula, a medida atenderá especialmente os entregadores de alimentos e encomendas, que atualmente dependem de motocicletas movidas a combustíveis fósseis, cujos custos comprometem boa parte da renda mensal.
A nova linha de crédito será estruturada com condições diferenciadas, como financiamento total dos veículos e taxas mais baixas, considerando as dificuldades que trabalhadores informais enfrentam para acessar o sistema financeiro tradicional. Nos próximos dias, o governo deve divulgar os detalhes do programa, incluindo regras para participação, valores máximos financiáveis, prazos para quitação e os bancos envolvidos na operação.
Crédito do Trabalhador
Paralelamente a essa ação, o Congresso Nacional avalia uma Medida Provisória que propõe a ampliação do programa Crédito do Trabalhador. Já aprovada por uma comissão mista, a proposta prevê a inclusão de motoristas e entregadores de aplicativo entre os beneficiários do crédito consignado, anteriormente destinado apenas a trabalhadores com carteira assinada no setor privado.
Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso até o dia 12 de julho. Caso receba aval do Legislativo, a medida poderá alcançar aproximadamente 2,1 milhões de profissionais que têm nas plataformas digitais sua principal fonte de sustento, segundo dados do IBGE.






