O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta semana o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 e, com isso, definiu oficialmente quanto o governo federal poderá gastar ao longo do ano com o Bolsa Família
A sanção estabelece os limites e prioridades do orçamento público, incluindo os recursos destinados aos principais programas sociais e outras políticas centrais da atual gestão.
Lula bate o martelo e decide orçamento para o Bolsa Família em 2026
A proposta orçamentária foi sancionada na última quarta-feira (14), com alguns vetos pontuais. Mesmo assim, o texto mantém a espinha dorsal aprovada pelo Congresso Nacional.
O orçamento total da União para 2026 chega a R$ 6,3 trilhões, dos quais uma parcela significativa será usada para o refinanciamento da dívida pública.
A previsão oficial é de um superávit primário equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto, dentro das regras do novo arcabouço fiscal.
No campo social, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) terá um orçamento de R$ 302,8 bilhões em 2026.
Dentro desse montante, o Bolsa Família contará com R$ 158 bilhões, exatamente o mesmo valor destinado ao programa no ano anterior.
O governo avalia que o recurso é suficiente para manter os pagamentos e os adicionais previstos, garantindo estabilidade aos beneficiários.
Outras iniciativas também foram contempladas. O programa Pé-de-Meia, voltado a incentivar a permanência de estudantes no ensino médio por meio de transferências financeiras, terá R$ 11,47 bilhões.
Já o programa Gás do Povo, que subsidia a compra do botijão de gás para famílias de baixa renda, contará com R$ 4,7 bilhões ao longo do ano.
Valores do Bolsa Família não mudam em 2026
Em relação ao Bolsa Família, o governo reforçou que não houve qualquer mudança nas regras ou nos valores pagos em 2026.
O programa segue assegurando um piso mínimo de R$ 600 por família, desmentindo boatos recentes que circularam nas redes sociais sobre uma suposta redução do benefício.
A composição do valor continua levando em conta o número de integrantes do núcleo familiar.
Cada pessoa cadastrada garante R$ 142 mensais, e, caso a soma fique abaixo de R$ 600, o governo complementa automaticamente.
Além disso, há benefícios adicionais: R$ 150 para cada criança de até seis anos, R$ 50 para gestantes, crianças e adolescentes entre sete e 17 anos e mais R$ 50 para famílias com bebês de até sete meses.
O Ministério do Desenvolvimento Social afirma que eventuais bloqueios ou cancelamentos pontuais decorrem apenas de revisões cadastrais e cruzamento de dados, e não de cortes generalizados.
O governo orienta que beneficiários acompanhem informações apenas por canais oficiais e mantenham o Cadastro Único sempre atualizado para garantir o recebimento regular do benefício.






