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Lula bate o martelo e assina decreto que autoriza venda de remédios em mercados

Por Leticia Florenço
26/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Remédios - Reprodução

Remédios - Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou uma mudança significativa no setor farmacêutico ao sancionar a lei que permite a venda de medicamentos dentro de supermercados.

Publicada no Diário Oficial da União, a medida representa uma transformação no acesso da população a remédios, aproximando esse tipo de produto da rotina cotidiana dos brasileiros.

A decisão atende a uma demanda antiga do setor varejista e inaugura um novo modelo de consumo, no qual itens essenciais de saúde passam a coexistir com produtos de uso diário, desde que respeitadas regras rigorosas.

Estrutura separada e funcionamento controlado

Apesar da autorização, a venda de medicamentos não será feita de forma livre nas prateleiras comuns. A legislação determina que os supermercados deverão instalar um espaço exclusivo, com estrutura semelhante à de uma farmácia ou drogaria tradicional.

Esse ambiente deve ser completamente separado das demais áreas do estabelecimento, impedindo qualquer tipo de mistura com alimentos, produtos de limpeza ou itens de higiene. A ideia é manter a organização e garantir que os medicamentos sejam tratados com o cuidado necessário.

Presença obrigatória de farmacêutico

Um dos pontos importantes da nova regra é a exigência da presença de um farmacêutico habilitado durante todo o período de funcionamento da área destinada aos medicamentos.

Esse profissional será responsável por orientar os consumidores, esclarecer dúvidas, controlar a dispensação de remédios e assegurar que todas as normas sanitárias sejam cumpridas. A medida busca evitar o uso inadequado e reforçar a segurança no consumo.

Controle rigoroso de medicamentos especiais

A legislação mantém regras rígidas para medicamentos de controle especial, como psicotrópicos, entorpecentes e anabolizantes. Esses produtos continuam exigindo prescrição médica específica, com retenção da receita.

Além disso, há exigências adicionais quanto à forma de entrega: os medicamentos devem ser disponibilizados em embalagens lacradas, invioláveis e sob supervisão direta do farmacêutico, reduzindo riscos de uso indevido ou desvio.

Restrições que continuam em vigor

Mesmo com a flexibilização, diversas práticas permanecem proibidas. Medicamentos não poderão ser expostos em áreas abertas, gôndolas comuns ou espaços improvisados dentro dos supermercados.

Também não será permitido qualquer tipo de comercialização sem separação funcional clara ou sem acompanhamento profissional. Essas restrições reforçam a ideia de que, apesar da mudança, o controle sanitário continua sendo prioridade.

Expansão para o ambiente digital

A nova legislação também abre espaço para que as farmácias instaladas dentro de supermercados atuem no ambiente digital. Isso inclui vendas online, uso de aplicativos e serviços de entrega em domicílio.

No entanto, todas essas operações deverão seguir rigorosamente as normas sanitárias já existentes, garantindo que a conveniência tecnológica não comprometa a segurança do consumidor.

Debate de segurança

A decisão divide opiniões entre especialistas. Enquanto alguns defendem que a medida moderniza o acesso à saúde e acompanha tendências internacionais, outros alertam para o risco de aumento da automedicação.

O equilíbrio entre praticidade e responsabilidade será fundamental. A eficácia da lei dependerá diretamente da fiscalização e do cumprimento rigoroso das regras estabelecidas.

Com a entrada em vigor da lei, o Brasil passa a adotar um modelo mais integrado entre varejo e saúde. A possibilidade de adquirir medicamentos durante compras rotineiras pode transformar hábitos e tornar o acesso mais ágil.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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