Uma loja de roupas, bastante popular nas redes sociais e com forte atuação no e-commerce, não tem cumprido com as entregas de pedidos feitos desde 2023.
O caso, que já afetou milhares de consumidores em todo o Brasil, foi revelado pela coluna Dinheiro e Negócios, publicada no site Metrópoles pela jornalista Gabriella Furquim,
Com mais de 500 mil seguidores no Instagram e uma unidade física em Recife (PE), a marca acumula milhares de reclamações e mais de 300 ações na Justiça, além de manter campanhas publicitárias ativas, mesmo diante da crise.
Loja famosa com 500 mil seguidores não entrega vendas desde 2023
A empresa em questão é a Usoassim, especializada em moda feminina. Apesar de ter começado como uma marca digital, seu alcance cresceu rapidamente, impulsionado por estratégias de marketing e forte presença nas redes.
Com descontos atrativos e peças voltadas ao público jovem, a loja conquistou clientes em diversas regiões do país.
No entanto, desde o ano passado, compradores afirmam não receber os produtos adquiridos, muitos deles com pagamentos já confirmados, e relatam que, ao tentarem contato com a empresa, são ignorados.
As queixas não são pontuais. O site Reclame Aqui concentra atualmente mais de cinco mil registros de consumidores que alegam não ter recebido mercadorias ou reembolsos. Muitas dessas reclamações sequer foram respondidas.
Em redes sociais, multiplicam-se comentários de frustração, com relatos de pessoas que aguardam há mais de um ano por uma solução.
Um dos casos mais emblemáticos envolve uma cliente de Campinas (SP), que afirma esperar o pedido há dois anos, sem qualquer resolução, mesmo após solicitar devolução do valor pago.
Loja se manifestou nas redes sociais em 2024 reconhecendo o problema, e ainda assim segue vendendo
Em dezembro de 2024, a própria Usoassim fez uma publicação em seu Instagram reconhecendo os problemas. No texto, a empresa atribuiu os atrasos ao crescimento acelerado do negócio e à dificuldade em manter os processos logísticos em dia.
“Com o crescimento vieram os desafios”, afirmaram. A postagem ainda justificava a continuidade das vendas como uma forma de cobrir custos fixos, alegando que parar totalmente as operações agravaria a situação.
Na ocasião, a loja indicou uma página para que os consumidores escolhessem entre aguardar a entrega ou receber o dinheiro de volta. Entretanto, os comentários da publicação, que somam mais de 10 mil, mostram que, mesmo após quase um ano, a maioria dos clientes não teve qualquer retorno.
Desde então, nenhuma nova comunicação oficial foi feita pela marca em suas redes sociais para esclarecer o caso, e clientes seguem reclamando sem retorno.






