A movimentação de banhistas continua intensa em um dos pontos mais conhecidos do litoral paulista, mesmo diante de alertas recorrentes sobre riscos à saúde.
Na Praia do Perequê, frequentadores seguem ocupando a faixa de areia e entrando no mar, apesar de a área figurar com frequência em relatórios de impropriedade para banho.
O cenário, à primeira vista, não indica perigo. Com mar aparentemente limpo, presença de quiosques e fluxo constante de turistas, o local mantém características típicas de um destino procurado para lazer.
No entanto, análises da qualidade da água apontam um problema persistente: a contaminação por esgoto.
Contaminação por esgoto é principal causa
De acordo com monitoramentos ambientais, a poluição na região está associada à presença de bactérias de origem fecal. Esse tipo de contaminação ocorre, principalmente, devido a falhas no sistema de saneamento básico, ligações irregulares e ao transporte de resíduos por rios e canais que deságuam no mar.
Especialistas alertam que a aparência da água nem sempre reflete sua qualidade real, o que aumenta o risco de exposição inadvertida por parte dos banhistas.
Riscos à saúde preocupam autoridades
Entrar no mar em condições inadequadas pode provocar uma série de problemas de saúde. Entre os principais estão:
- Infecções gastrointestinais
- Irritações na pele e nos olhos
- Doenças causadas por micro-organismos presentes na água
Os sintomas, em muitos casos, surgem após o contato com a água contaminada, dificultando a identificação imediata da causa.
Movimento intenso persiste mesmo com alertas
Apesar das recomendações de órgãos ambientais, a praia continua recebendo visitantes ao longo de todo o ano. A combinação de fatores como tradição, facilidade de acesso e estrutura comercial contribui para a permanência do público.
Para muitos frequentadores, o risco é minimizado ou desconhecido, especialmente quando não há sinais visíveis de poluição.
Informação disponível nem sempre é considerada
Relatórios de balneabilidade são divulgados regularmente por instituições responsáveis pelo monitoramento ambiental. Esses dados indicam se a água está própria ou imprópria para banho, com base em critérios técnicos.
Ainda assim, o acesso à informação e a falta de atenção aos avisos oficiais são apontados como desafios para a conscientização da população.
Sem investimentos adequados e fiscalização contínua, o despejo irregular de resíduos segue impactando diretamente a qualidade das águas litorâneas.






