Apesar de ainda ser considerado um verdadeiro símbolo da alimentação brasileira, o feijão acaba sendo deixado de lado por muitas pessoas que decidem fazer dietas, principalmente por conta da crença de que a leguminosa engorda.
Contudo, além de não existirem comprovações científicas de que isso acontece, um estudo publicado recentemente no periódico International Journal of Molecular Sciences confirmou que, na realidade, estes alimentos oferecem diversos benefícios, inclusive para a saúde cardiovascular.
De acordo com o artigo, o consumo cotidiano de alimentos que integram a família das leguminosas (que engloba o feijão, o grão-de-bico, a soja, a lentilha, entre outros) pode contribuir para o equilíbrio glicêmico e de colesterol, além de ajudar a regular a pressão arterial e reduzir o risco de obesidade.
E o segredo por trás da ação efetiva destes alimentos está nos compostos presentes em cada um deles, como os polifenóis, as saponinas, os fitoesteróis e os peptídeos bioativos, bem como as isoflavonas, vindas diretamente da soja.
Além disso, as leguminosas também são ricas em proteínas, que podem ajudar a reduzir a quantidade de reduzir a ingestão de gordura saturada, que pode vir de fontes proteicas do reino animal.
Como preparar leguminosas corretamente?
A obtenção plena dos benefícios nutricionais das leguminosas depende de um preparo adequado. E no caso dos grãos, como o feijão, o processo de remolho ainda é essencial para facilitar o cozimento e melhorar a digestibilidade.
Para isso, é necessário deixar os grãos submersos em água por um período de 8 a 12 horas, e realizar trocas regulares da água para a remoção de antinutrientes, como fitatos, taninos e lectinas.
E caso não haja tempo suficiente para preparar as leguminosas corretamente no dia a dia, recomenda-se escolher um momento mais tranquilo para cozinhar uma quantidade maior e congelar porções individuais, facilitando o consumo ao longo da semana.





