Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Jurídico da Apple está sofrendo com a Siri; entenda

Por Leticia Florenço
11/04/2025
Em Colunas, Mais Tendências
0
Siri - Reprodução/Unsplash

Siri - Reprodução/Unsplash

Nos últimos tempos, a Apple tem enfrentado uma série de ações judiciais que colocam em risco sua reputação e podem acarretar enormes prejuízos financeiros. O motivo? A famosa assistente virtual Siri, que deveria se beneficiar de melhorias com o iPhone 16, mas que, até o momento, deixou os consumidores frustrados.

As acusações são de propaganda enganosa e concorrência desleal, sendo que a empresa, de acordo com diversos processos, teria feito promessas que não conseguiu cumprir.

O que está acontecendo?

Em 2024, durante a WWDC (Worldwide Developers Conference), a Apple anunciou com grande pompa uma Siri completamente reformulada, que seria capaz de operar com inteligência artificial (IA) de ponta.

A empresa prometeu uma assistente mais inteligente, capaz de compreender o contexto pessoal do usuário, controlar aplicativos de maneira mais precisa e até identificar o conteúdo da tela. Essas melhorias geraram grande expectativa entre os consumidores, especialmente aqueles que aguardavam o lançamento do iPhone 16, que chegaria com a mais nova versão do sistema operacional, o iOS 18.4.

Porém, apesar das promessas, as novidades prometidas pela Apple não estavam disponíveis quando o iPhone 16 foi lançado. O que os consumidores não sabiam era que a grande maioria das funcionalidades esperadas da Siri “turbinada” com IA não seriam entregues de imediato, mas sim adiada para um período indefinido.

Em março de 2025, a Apple anunciou que precisaria de mais tempo, com a previsão de lançar as melhorias apenas no “decorrer do próximo ano”, ou seja, em 2026.

Ações judiciais

As ações judiciais contra a Apple não são novas. Em março de 2025, um processo foi registrado na Califórnia alegando que a gigante da tecnologia violou leis de propaganda enganosa e concorrência desleal.

O principal ponto do processo é que os consumidores que compraram o iPhone 16 baseados nas promessas de uma Siri mais inteligente se sentiram enganados, já que as funcionalidades ainda não estavam prontas.

O cerne da questão é que os consumidores alegam que, se soubessem que as melhorias na Siri não seriam entregues conforme prometido, talvez não tivessem comprado o dispositivo ou não teriam pago o preço elevado que a Apple cobrou.

Além disso, uma queixa semelhante foi registrada na província canadense de Colúmbia Britânica, ampliando o escopo das ações contra a Apple para além dos Estados Unidos.

Propaganda enganosa ou expectativa não correspondida?

A Apple utilizou diversas plataformas de mídia para divulgar suas promessas, incluindo comerciais de TV estrelados pela atriz Bella Ramsey, conhecida por seu trabalho em “Game of Thrones” e “The Last of Us”.

A estratégia de marketing da Apple foi eficaz em criar uma grande expectativa entre os consumidores, mas as ações judiciais indicam que a empresa pode ter gerado expectativas irreais ao prometer funcionalidades que ainda estavam longe de ser realidade.

O conceito de propaganda enganosa envolve a promoção de produtos ou serviços de maneira que induza o consumidor a acreditar em qualidades que não estão presentes.

Neste caso, a Apple, ao anunciar a Siri com IA como uma revolução no uso de assistentes pessoais, pode ter dado aos consumidores a impressão de que estavam adquirindo um dispositivo muito mais avançado do que realmente estavam.

Repercussão das ações coletivas

As ações já apresentadas têm um caráter coletivo, o que significa que os consumidores que se sentiram prejudicados podem se juntar para exigir compensações financeiras da Apple.

Embora os valores de indenização ainda não tenham sido definidos, a pressão sobre a empresa pode ser significativa, especialmente se as ações forem unificadas e levadas a um julgamento. A Apple, por sua vez, ainda não se pronunciou sobre o caso, e seus advogados têm mantido um silêncio sobre o assunto, de acordo com fontes como o MacRumors.

Essa falta de resposta oficial por parte da Apple pode ser uma estratégia para não agravar a situação, mas também levanta questionamentos sobre o compromisso da empresa em resolver o problema e evitar novas queixas.

Se as ações forem unificadas, o impacto financeiro e reputacional para a Apple pode ser ainda mais grave.

O caso é um alerta não apenas para a Apple, mas para toda a indústria de tecnologia, sobre a importância de ser transparente e honesto nas promessas feitas aos consumidores.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Ciência brasileira em risco por improvisação institucional

Essa é a explicação da dificuldade em reproduzir um experimento científico

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas