A Colômbia entra em uma fase histórica com a redução gradual da jornada de trabalho no setor privado, que passará de 48 para 42 horas semanais até 2026.
A mudança, prevista na Lei 2101 de 2021, garante que os trabalhadores mantenham salário, benefícios e direitos adquiridos, promovendo um modelo de trabalho mais equilibrado e focado na produtividade e qualidade de vida.
Como a redução funciona na prática
A transição é escalonada: em 2023 a jornada caiu de 48 para 46 horas, em 2025 para 44 horas, chegando em 2026 ao limite de 42 horas.
No dia a dia, isso se traduz em saídas mais cedo, reorganização de turnos e eventual contratação de mais funcionários, sem prejuízo financeiro ou redução de benefícios para os colaboradores. A meta é focar em resultados e produtividade, não em tempo físico de trabalho.
Benefícios para trabalhadores e empresas
Menos horas de trabalho resultam em ganhos concretos para a saúde física e mental, redução do estresse e maior motivação. Trabalhadores têm mais tempo para lazer, família e estudos, enquanto as empresas observam aumento da produtividade e retenção de talentos.
A experiência colombiana mostra que jornadas mais curtas podem gerar um ciclo virtuoso de eficiência, engajamento e inovação.
Enquanto a Colômbia implementa a jornada de 42 horas, o Brasil ainda debate a redução da jornada, com propostas de PECs visando diminuir o limite semanal de 44 para 36 horas.
A adoção de semanas mais curtas, como o modelo 4×3, está em discussão, mas depende da aprovação no Congresso, com vigência prevista apenas a partir de 2027.
Adaptação e gestão empresarial
Para cumprir a lei sem comprometer operações, as empresas precisam revisar contratos, escalas e sistemas de ponto, reorganizar turnos e ajustar metas de produtividade.
O foco está em eficiência e resultados, garantindo que o trabalho seja realizado de forma estratégica, respeitando os direitos dos colaboradores e mantendo o equilíbrio entre desempenho e bem-estar.
Impactos econômicos e sociais
A redução da jornada pode gerar criação de novos empregos, atração de jovens talentos e diminuição de afastamentos por adoecimento, refletindo em benefícios sociais e econômicos. Empresas adaptadas a modelos mais modernos de trabalho tendem a se destacar no mercado, tornando-se mais competitivas e sustentáveis.
Empregadores devem adequar escalas, contratos e políticas internas, enquanto trabalhadores precisam conhecer seus direitos, dialogar com sindicatos e garantir a correta aplicação da jornada.






