Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), do qual também é presidente, o prefeito do Recife, João Campos, vem enfrentando turbulências em seu atual mandato desde de que um pedido de impeachment foi aberto contra ele.
Mas agora, além de estar lidando com o risco de perder o cargo, Campos também enfrenta uma tentativa de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra ele na Câmara de Vereadores da cidade.
Vale lembrar que ambas as sanções contra o prefeito foram adotadas pelo intuito de apurar uma nomeação considerada irregular para o cargo exclusivo para Pessoas com Deficiência (PCD) de procurador do município, que foi concedido à um candidato que não havia concorrido às vagas afirmativas.
O pedido de abertura da CPI foi liderado pelo vereador Thiago Medina, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, e já reúne nove assinaturas até o momento, restando apenas quatro para atingir o número necessário para a instalação da investigação.
João Campos critica sanções nas redes sociais
Em suas redes sociais, João Campos publicou o trecho de uma entrevista na qual discorreu sobre a polêmica envolvendo seu nome, esclarecendo que nenhum candidato foi favorecido indevidamente pois a disputa pela vaga se deu entre duas pessoas PCD.
Ele também destacou que a causa PCD também move sua vida, principalmente por conta de seu irmão, que vive com Síndrome de Down. Além disso, Campos também aproveitou o espaço para criticar a atitude dos vereadores, classificando-a como “oportunismo eleitoral”.
Em resposta, Thiago Medina ofendeu o prefeito, chamando-o de “canalha” e reforçando que espera conseguir as quatro assinaturas ainda nos próximos dias para dar andamento à CPI contra Campos.
Apesar do ocorrido, pesquisas recentes, realizadas pelo instituto AtlasIntel, revelaram que Campos segue como um dos nomes favoritos para disputar pelo governo de Pernambuco, com chances de arrecadar cerca de 53,1% dos votos logo no primeiro turno.






