O mercado financeiro foi surpreendido recentemente por mudanças significativas na percepção de grandes bancos de investimento sobre o Nubank.
Embora não haja registro de uma aquisição formal, o movimento de recomendação e valorização das ações do banco digital sugere uma reavaliação estratégica que merece atenção.
Resultados financeiros que chamaram atenção
No segundo trimestre de 2025, o Nubank registrou um lucro líquido de US$ 637 milhões, superando em 5% o consenso dos analistas da Bloomberg.
Este desempenho sólido provocou uma mudança na visão de dois importantes bancos de investimento: o Itaú BBA, que elevou a recomendação para outperform após nove meses de rebaixamento, e o BTG Pactual, que pela primeira vez desde o IPO de 2021 recomenda a compra do banco digital.
Os analistas destacaram a resiliência da empresa e sua capacidade de adaptação diante de um cenário macroeconômico desafiador.
Expansão do mercado de crédito
Segundo o Itaú, fatores estruturais contribuem para o otimismo: o crescimento na emissão de cartões de crédito no Brasil, o amadurecimento do mercado de crédito consignado e de renda alta, além da melhora na dinâmica macroeconômica das famílias, favorecendo o consumo e a capacidade de pagamento.
O banco projeta um valor justo de US$ 18 por ação para o final de 2026, refletindo expectativas de crescimento contínuo e lucratividade reforçada.
BTG Pactual
O BTG destacou que, em relação a projeções anteriores, havia uma subestimação do potencial de mercado. A expansão do Pix Financiamento foi maior do que o esperado e a desaceleração de alguns produtos, como crédito pessoal sem garantia, não impactou negativamente os resultados gerais.
O banco vê 2025 como um ano de transição, preparando o Nubank para novos avanços em 2026. Além disso, há oportunidades de crescimento no mercado mexicano, ampliando a atuação internacional da fintech.
Expectativas para 2026
Tanto o Itaú quanto o BTG indicam fatores que podem sustentar o crescimento e a lucratividade da companhia. Programas sociais e repasses governamentais, como o Bolsa Família, tendem a aumentar a base de clientes e a movimentação financeira.
Possíveis isenções de imposto de renda para pessoas com renda até R$ 5 mil/mês podem fortalecer o poder de compra de clientes de média e baixa renda. O cenário macroeconômico mais favorável, com juros menores, inflação controlada e leve aumento do desemprego, cria um ambiente propício para expansão de crédito.
Valorização das ações e avaliação de mercado
Em 2025, as ações do Nubank subiram 28,8% na Bolsa de Nova York, e a companhia atingiu uma avaliação de mercado de US$ 64 bilhões. O preço-alvo projetado pelos bancos de investimento está 35% acima da cotação atual, reforçando a confiança dos analistas e indicando potencial de valorização nos próximos anos.






