Nesta terça-feira (9), Israel executou um ataque contra líderes do Hamas na capital do Catar, Doha. O governo israelense declarou que a ofensiva foi coordenada pelo Shin Bet, agência de inteligência do país, em parceria com a Força Aérea, utilizando jatos e armamento de precisão.
O objetivo declarado foi atingir membros da alta cúpula do grupo terrorista reunidos na cidade.
O governo catariano e a ONU condenaram o ataque, classificando-o como uma violação das leis internacionais e da soberania territorial. António Guterres, diretor-geral da ONU, afirmou que a ofensiva constituiu uma “violação flagrante da soberania territorial”.
O Catar anunciou ainda a suspensão temporária da mediação nas negociações de paz entre Israel e Hamas.
Mortes e feridos
Segundo o Hamas, cinco membros do grupo morreram, incluindo o filho de Khalil Al-Hayya, principal negociador do grupo em acordos de paz. O Catar, por sua vez, confirmou a morte de um integrante da Força de Segurança Interna e ferimentos em outros membros.
Israel não confirmou oficialmente vítimas civis ou do Hamas até o fechamento desta reportagem.
Envolvimento dos Estados Unidos
Israel afirmou ter avisado previamente os Estados Unidos sobre a operação. Fontes citadas pelo canal “I24” indicam que o governo de Donald Trump deu aval à ofensiva.
A Embaixada dos EUA no Catar emitiu alertas de abrigo para cidadãos norte-americanos, e a Casa Branca confirmou ter sido informada antecipadamente. Apesar disso, Netanyahu ressaltou que o ataque foi “totalmente planejado e executado” por Israel, assumindo plena responsabilidade.
Contexto estratégico e político
O Catar vem atuando como mediador nas negociações de paz entre Israel e Hamas, mas também abriga membros da liderança do grupo. Atacá-los em Doha representa uma ação rara, já que Israel historicamente evitava incursões em território catariano.
A ofensiva ocorre um dia após um atentado em Jerusalém que matou seis pessoas, reivindicado pelo Hamas, aumentando ainda mais as tensões na região.
Medidas para reduzir danos civis
O Exército israelense afirmou que foram adotadas medidas para reduzir impactos a civis não envolvidos, utilizando munições de precisão e inteligência adicional. Apesar disso, vídeos compartilhados nas redes sociais mostram explosões e fumaça densa sobre Doha, evidenciando o impacto da operação.
Além do Catar, o Irã criticou o ataque, considerando-o uma violação das leis internacionais. A comunidade internacional acompanha de perto as repercussões, já que a ofensiva pode afetar negociações de paz e a estabilidade regional no Golfo Pérsico.
Próximos passos de Israel
O governo israelense anunciou que responderá com forte ofensiva sobre Gaza, intitulada como “furacão”, em retaliação ao atentado em Jerusalém.
Panfletos foram lançados sobre a cidade, alertando a população local para evacuar determinadas áreas, em uma ação que combina estratégia militar e aviso humanitário.





