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Insônia pode ser eliminada com planta milenar

Por Leticia Florenço
09/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Verbena officinalis - Reprodução/iStock

Verbena officinalis - Reprodução/iStock

A insônia afeta milhões de pessoas em todo o mundo, comprometendo a qualidade de vida, aumentando o estresse e até mesmo prejudicando funções cognitivas e imunológicas.

No entanto, uma planta milenar, conhecida por suas propriedades medicinais desde a Antiguidade, vem ganhando destaque como aliada natural para noites de sono mais tranquilas com a Verbena officinalis, também chamada de verbena-comum ou “erva-santa”.

Uma história que atravessa séculos

A verbena carrega séculos de tradição medicinal. Nativa da Europa, naturalizada em diversas regiões da América e da Ásia, seu uso remonta aos antigos egípcios, que a aplicavam em rituais de cura, e aos gregos, que a dedicavam à deusa Eos.

Na Europa medieval, era considerada uma planta sagrada por povos celtas, associada a poderes curativos e proteção espiritual.

Ao longo da história, seu emprego foi variado: de tratamentos para resfriados e bronquite até alívio de cólicas, dores de cabeça, ansiedade e, sobretudo, insônia.

Composição química que promove o bem-estar

O segredo da verbena está em sua riqueza química:

  • Óleos essenciais: Promovem relaxamento e aroma terapêutico.
  • Flavonoides e ácidos fenólicos: Possuem ação antioxidante e ansiolítica.
  • Mucilagens e saponinas: Suavizam inflamações e fortalecem a imunidade.
  • Heterosídeos e monoterpenos: Contribuem para efeitos sedativos e relaxantes.

Esses componentes não apenas atuam no corpo, mas também interagem com o sistema nervoso, favorecendo o relaxamento e a indução natural do sono.

Propriedades antioxidantes e neuroprotetoras

Estudos realizados em modelos animais mostram que os flavonoides da verbena combatem o estresse oxidativo, neutralizando os radicais livres.

Pesquisas em ratos sugerem que a planta pode até auxiliar a recuperação cerebral após lesões, estimulando a formação de novos vasos sanguíneos e melhorando a função mitocondrial, responsável pela produção de energia nas células.

Embora os estudos em humanos ainda sejam limitados, os dados indicam um potencial significativo da verbena para proteger o sistema nervoso e promover bem-estar mental.

Efeitos anti-inflamatórios

Além de agir no cérebro, a verbena possui compostos com ação anti-inflamatória, como a verbenalina, que podem reduzir dores de cabeça leves, cólicas menstruais e inflamações menores.

Esses efeitos tornam a planta uma aliada não apenas para a insônia, mas também para desconfortos cotidianos que podem atrapalhar o sono.

Relaxamento e combate à ansiedade

O efeito mais conhecido da verbena é seu potencial relaxante. Pesquisas em animais indicam que extratos da planta podem apresentar efeitos sedativos e ansiolíticos leves, comparáveis a alguns medicamentos utilizados para reduzir a ansiedade.

A interação de seus compostos com o sistema nervoso central ajuda a acalmar a mente, facilitando o adormecer e promovendo um sono mais profundo e reparador.

Estudos sugerem que doses controladas de extrato de verbena prolongam o início do sono e diminuem a frequência de despertares, embora ainda seja necessária confirmação clínica em humanos.

Como consumir a verbena corretamente

A forma mais tradicional e eficaz de consumo é por infusão:

  • Utilize partes floridas da planta (flores ou botões).
  • Adicione cerca de 5 gramas por litro de água fervente.
  • Deixe em infusão por 5 a 10 minutos e coe antes de beber.

Essa preparação preserva os compostos ativos da planta, oferecendo relaxamento natural e auxiliando no controle da insônia.

Atenção, o consumo é contraindicado para gestantes e crianças menores de dois anos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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