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Inseto que você quase não vê já está mudando a vida de muita gente

Por Yasmin Henrique
14/04/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Inseto que você quase não vê já está mudando a vida de muita gente

(Foto: reprodução/iiievgeniy/iStock)

O avanço do maruim (Culicoides paraensis) tem sido observado em diferentes regiões das Américas, especialmente durante períodos de calor intenso e alta umidade, como em áreas de Santa Catarina.

O inseto é extremamente pequeno, com cerca de 3 milímetros, menor que os mosquitos comuns, e apresenta ampla distribuição, do norte dos Estados Unidos até a Argentina. 

Sua ocorrência é mais frequente em ambientes ricos em matéria orgânica, como áreas alagadas, florestas, mangues e zonas agrícolas.

As picadas do maruim também têm gerado preocupação, pois provocam coceira intensa, ardência e irritações na pele.

Impacto do inseto

Epidemiologia e transmissão

  • O maruim é reconhecido como principal vetor do vírus Oropouche, associado à febre de Oropouche, uma arbovirose emergente na América Latina.
  • A transmissão ocorre quando o inseto pica uma pessoa infectada e, posteriormente, passa o vírus a outros indivíduos.
  • Apenas as fêmeas picam, pois necessitam de sangue para o desenvolvimento dos ovos

Sintomas da infecção

  • Febre alta
  • Dor de cabeça intensa
  • Dores musculares e articulares
  • Náuseas e mal-estar
  • Possível confusão com dengue e chikungunya

Evolução clínica da doença

  • Em geral, apresenta evolução autolimitada, com duração de alguns dias a uma semana
  • Pode haver recidiva dos sintomas em parte dos casos
  • Em situações raras, há registro de complicações neurológicas

Controle e prevenção

O controle do inseto é dificultado por seu tamanho reduzido, que reduz a eficácia de barreiras físicas tradicionais, e pela adaptação a locais úmidos e ricos em matéria orgânica, onde sua presença tende a se intensificar.

A prevenção envolve medidas como uso de repelentes, proteção corporal com roupas adequadas, instalação de telas em ambientes fechados e eliminação de focos de reprodução por meio da gestão de resíduos e drenagem de áreas alagadas.

Especialistas destacam o controle ambiental e a vigilância contínua como principais estratégias de contenção.

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Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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