A região metropolitana de Vitória enfrenta um surto de uma infecção misteriosa que começou no Hospital Santa Rita de Cássia e já atinge 90 pessoas entre colaboradores, pacientes e acompanhantes.
Segundo boletim da Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa-ES), 70 colaboradores, 13 acompanhantes e 7 pacientes estão sob investigação. Cinco pessoas receberam alta médica em Vitória, enquanto dois pacientes da Serra e de Cariacica foram transferidos da UTI para a enfermaria.
Testes descartaram Covid-19 e Influenza como causa da doença, e outros vírus comuns também não foram identificados.
Critérios de suspeita e sintomas
Os casos são monitorados com base em sintomas específicos e no histórico de internação na ala oncológica do hospital, local onde a infecção pode ter se iniciado entre 20 de setembro e 22 de outubro.
Os sintomas principais incluem febre, alterações em exames de raio-x do tórax, tosse, dores musculares e de cabeça, sendo observados diferentes combinações para enquadramento dos pacientes.
Redução de internados e situação nos hospitais
O número de pessoas internadas em UTIs e enfermarias está em queda. Atualmente, apenas dois pacientes permanecem na UTI, enquanto outros foram transferidos para enfermaria ou receberam alta.
Nos hospitais, estão internados nove trabalhadores do Santa Rita, três pacientes que se tratavam de outras doenças e dois acompanhantes, todos sendo monitorados quanto à gravidade do quadro.
Evolução das investigações
O número de suspeitos cresceu rapidamente nos últimos dias. Na segunda-feira (27), eram 41 pessoas sob análise; na terça (28), subiu para 69; na quarta-feira (29), 88; e nesta quinta (30), 90.
Esses dados incluem pessoas que apresentaram sintomas compatíveis e tiveram contato com a ala oncológica, mesmo sem confirmação de infecção.
As autoridades de saúde levantam a hipótese de contaminação ambiental, possivelmente por água ou pelo ar-condicionado. Para identificar o agente causador, 300 patógenos, incluindo bactérias e fungos, estão sendo testados no Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) e na Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Até o momento, a causa exata permanece desconhecida, mantendo a população em alerta.
Medidas de precaução
A Sesa reforça a importância de atenção aos sintomas e isolamento de possíveis casos, mantendo o monitoramento rigoroso de colaboradores, pacientes e acompanhantes, além da higienização e ventilação do hospital, para evitar novos contágios.
Autoridades reforçam que, apesar do número crescente de casos suspeitos, medidas de precaução e monitoramento rigoroso têm sido adotadas para conter a infecção misteriosa.
A expectativa é que, com os resultados dos exames laboratoriais, seja possível identificar a causa e implementar ações mais eficazes para proteger trabalhadores, pacientes e acompanhantes, trazendo segurança e tranquilidade à comunidade.






