A recente escalada militar envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos ganhou uma nova dimensão após ataques a instalações nucleares iranianas.
As imagens de satélite divulgadas revelam detalhes sobre o alcance e a intensidade dos ataques realizados pelos EUA contra a planta de enriquecimento de urânio de Fordo, um dos pontos estratégicos do controverso programa nuclear do Irã.

Contexto da campanha militar contra o Irã
Desde que Israel iniciou sua ofensiva contra o Irã, alegando risco iminente de desenvolvimento de armas nucleares pelo regime dos aiatolás, a planta subterrânea de Fordo tem sido destaque na mídia internacional.
Localizada a cerca de 96 km ao sul de Teerã, a instalação representa a “joia da coroa” do programa nuclear iraniano e é protegida pela geografia montanhosa e sua profundidade subterrânea.
A localização estratégica de Fordo, construída a dezenas de metros abaixo do solo, sob uma cordilheira, tornou-a praticamente inacessível para os ataques israelenses com suas armas convencionais.
Assim, apesar dos intensos bombardeios realizados por Israel nos últimos dias, a planta resistiu aos ataques diretos, mantendo-se operacional, ao menos até a intervenção norte-americana.
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O papel dos Estados Unidos nos ataques
Na noite do último sábado, os EUA lançaram um ataque aéreo direcionado a Fordo e outras duas instalações, Natanz e Isfahan. Segundo o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, os danos causados foram “devastadores” ao programa nuclear iraniano.
O presidente Donald Trump declarou que “arrancaram a bomba das mãos deles”, reforçando a intenção de impedir o avanço iraniano.
Imagens de alta resolução captadas poucas horas após os ataques mostraram crateras profundas e escombros espalhados pela encosta da montanha onde está Fordo. Esses registros, obtidos pela empresa Maxar Technologies, indicam claramente os pontos onde as bombas penetraram o solo, mostrando a efetividade das armas utilizadas pelos EUA.
Tecnologia militar
Para atingir a planta subterrânea, os EUA usaram pela primeira vez em combate a bomba MOP (Massive Ordnance Penetrator), a GBU-57, que pesa cerca de 13.600 quilos e é capaz de atravessar até 18 metros de concreto ou 61 metros de terra antes de explodir.
Ao todo, 14 dessas bombas fizeram parte dos 75 armamentos guiados usados nos ataques.
Características dos danos causados
Ao contrário dos bombardeios convencionais, nas imagens não se observam colunas de fumaça ou explosões visíveis na superfície, pois a bomba é projetada para detonar no interior da estrutura.
Além disso, os túneis de entrada da planta parecem ter colapsado ou sido bloqueados pelos iranianos, possivelmente para conter danos e evitar que novos ataques sejam efetivos.
Embora os danos pareçam graves, a extensão completa ainda não é totalmente conhecida devido à localização subterrânea das plantas.
No entanto, o uso de tecnologia avançada como a bomba antibunker MOP sinaliza uma nova fase no confronto envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, com possíveis repercussões globais nos próximos meses.






