O caso Isabella Nardoni, que marcou o Brasil em 2008, volta a repercutir com a divulgação de imagens do casal Anna Caroline Jatobá e Alexandre Nardoni.
Hoje, ambos vivem em um apartamento milionário na Zona Norte de São Paulo, com um estilo de vida surpreendentemente distante da memória pública sobre eles. A notícia reacende debates sobre justiça, ressocialização e a percepção da sociedade sobre crimes de grande repercussão.
Vida atual do casal
Anna Caroline Jatobá mora no imóvel desde 2023, quando deixou o presídio de Tremembé para cumprir a pena em regime aberto. Alexandre Nardoni seguiu o mesmo caminho em dezembro de 2024.
O apartamento, avaliado em R$ 3 milhões, pertence ao sogro Antônio Nardoni. A aparência deles também mudou: Anna Caroline está com cabelos loiros na altura dos ombros, enquanto Alexandre surge com barba cheia e cabelo ralo.
O casal reatou o relacionamento no início de 2025 e já foi visto realizando compras e passeando pelas ruas, exibindo uma rotina aparentemente normal, apesar do histórico criminal que marcou suas vidas.
Repercussão entre os vizinhos
Moradores do bairro de Santana chegaram a protocolar um abaixo-assinado no Ministério Público solicitando a expulsão do casal, alegando medo e insegurança. Entre as medidas pedidas estavam avaliação psiquiátrica, uso de tornozeleira eletrônica e fiscalização da liberdade condicional.
A Justiça, porém, negou o pedido, mantendo o casal no apartamento.
Recordando o crime
Em 29 de março de 2008, Isabella Nardoni foi agredida e estrangulada por Anna Caroline, enquanto Alexandre teria jogado a filha pela janela do sexto andar do apartamento. A criança morreu a caminho do hospital.
Anna Caroline recebeu 26 anos e 8 meses de prisão, e Alexandre foi condenado a 31 anos e 1 mês, com progressão para o regime aberto posteriormente.
Investigação sobre o avô
Recentemente, a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ solicitou ao Ministério Público de São Paulo investigação sobre a possível participação de Antônio Nardoni no crime.
A denúncia é baseada em relato de um policial que acompanhava Anna Caroline durante a pena, indicando que o avô poderia ter atuado direta ou indiretamente na execução da criança.
As imagens recentes do casal em um apartamento milionário reacendem o debate público sobre limites da reintegração social e a sensação de impunidade.





