Um golpe sofisticado envolvendo reconhecimento facial causou um prejuízo de R$ 35 mil a um idoso de 69 anos em Limeira, interior de São Paulo.
O crime ocorreu em outubro de 2024, mas só voltou a ganhar destaque agora, em julho de 2025, após a Justiça condenar o banco envolvido a restituir os valores perdidos e a pagar uma indenização.
O caso acende um alerta importante: idosos estão cada vez mais expostos a fraudes que exploram tecnologias biométricas, como o reconhecimento facial, exigindo atenção redobrada com dados pessoais, documentos e qualquer informação usada para autenticação digital.
Idoso cai em golpe do reconhecimento facial e perde R$ 35 mil
A abordagem do idoso para o golpe aconteceu de forma aparentemente inocente. Duas mulheres se apresentaram ao aposentado como assistentes sociais e disseram que ele havia sido contemplado com uma cesta básica mensal.
Para confirmar o cadastro no suposto programa, pediram uma fotografia e seu número de telefone, sob o argumento de que a imagem serviria para confecção de uma carteirinha.
No dia seguinte, as mulheres chegaram a entregar uma cesta básica na residência do idoso, o que reforçou a falsa sensação de legitimidade.
O que ele não sabia é que a foto tirada pelas golpistas foi usada como método de autenticação por reconhecimento facial, permitindo a terceiros acessarem sua conta bancária. Com esses dados, criminosos contrataram empréstimos e anteciparam o 13º salário em nome do idoso.
Embora os valores tenham sido creditados inicialmente na conta da vítima, os golpistas rapidamente os transferiram por meio de operações via PIX para contas desconhecidas. Dois meses depois, ao perceber os débitos e consultar o extrato bancário, o aposentado descobriu o golpe.
A Justiça entendeu que houve falha da instituição financeira, que não identificou movimentações fora do padrão, como múltiplos empréstimos e transferências em um curto espaço de tempo. O banco foi condenado a devolver os valores descontados e pagar R$ 10 mil por danos morais.
Como idosos podem reconhecer o golpe e se proteger?
O caso serve como um forte lembrete de que golpes digitais estão cada vez mais elaborados e convincentes. Especialistas alertam que fotos ou dados biométricos nunca devem ser fornecidos a desconhecidos, independentemente do pretexto.
Golpistas usam abordagens bem ensaiadas e muitas vezes se apresentam com uniformes, crachás falsos e discursos convincentes.
A melhor defesa ainda é a desconfiança: ao menor sinal de dúvida, é fundamental recusar qualquer solicitação e buscar ajuda de alguém de confiança ou da autoridade local. Informação e cautela são as maiores aliadas contra esse tipo de crime.






