Voltado para a inspiração visual, o Pinterest é uma plataforma extremamente popular, na qual internautas podem navegar por grandes catálogos de imagens, vídeos ou links para encontrar ideias relacionadas a suas fotos.
No entanto, na última semana, a rede passou a ser encarada como um verdadeiro antro de golpes, uma vez que imagens de documentos pessoais de usuários acabaram sendo expostos, aparecendo entre as pesquisas.
Conforme relatado pelo portal Estadão, na última sexta-feira (21), uma usuária do Pinterest relatou ter encontrado fotografias de documentos de cidadãos de diversos países, como Filipinas, Venezuela, Bolívia, Colômbia e até mesmo do Brasil.
Os dados foram encontrados ao buscar pelo termo “ID” na barra de pesquisa do site, que é usado por fãs de K-pop para se referir a cartões colecionáveis de ídolos que são publicados no Pinterest.
Entre os arquivos disponibilizados no site estão RGs, carteiras de habilitação (CNHs), certidões de nascimento, casamento e óbito, comprovantes de residência, carteirinhas do SUS, passaportes e até mesmo declarações escolares.
Brasileiros podem ter sido afetados por vazamentos do Pinterest
O Estadão destacou ainda que muitos brasileiros que tiveram seus dados vazados no Pinterest foram severamente prejudicados, já que as informações passaram a ser utilizadas em diversos golpes, resultando em dívidas significativas.
Algumas pessoas relataram ter recebido alertas de que seus dados foram envolvidos em grandes negociações, como a compra de fazendas. Além disso, muitas alegam estar enfrentando dificuldades para comprovar que não foram responsáveis pelas dívidas.
Pinterest afirma estar trabalhando para resolver o problema
A situação se torna ainda mais preocupante ao considerar que, devido à sua natureza leve, voltada a temas como decoração e entretenimento, o Pinterest não costuma figurar entre as plataformas associadas a vazamentos criminosos.
Em nota, a plataforma declarou que a publicação de imagens que revelem informações de identificação pessoal vão contra sua Política de Privacidade, e afirmou estar trabalhando para remover os conteúdos. Todavia, de acordo com o Estadão, alguns documentos ainda permanecem visíveis.





