Hytalo Santos decidiu transformar o pouco que tem na cela em voz. Em uma carta escrita à mão, o influenciador rompeu o silêncio mantido desde que foi preso preventivamente, em agosto, em João Pessoa.
A escrita, carregada de emoção, expõe o desgaste psicológico dos meses encarcerado e reafirma, mais uma vez, sua inocência diante das acusações de exploração de menores. Veja aqui.
Quase quatro meses em uma rotina de privação
No texto divulgado por Kamylinha, apontada como uma das adolescentes exploradas pelo criador de conteúdo, Hytalo detalha a vida entre paredes frias. Ele descreve a perda de hábitos simples, o distanciamento das pessoas que ama e o vazio de uma rotina que não escolheu.
Cada detalhe, segundo ele, reforça o peso de viver “com o sol nascendo quadrado”, experiência que só quem passa entende.
A negação das acusações
O influenciador volta a declarar que não existiu qualquer forma de abuso, exploração ou crime envolvendo os jovens que viviam com ele e seu marido, Israel. Para Hytalo, o que havia era uma dinâmica familiar fora dos padrões convencionais, mas baseada em cuidado, vínculo afetivo e proteção.
Ele afirma que jamais comercializou, agrediu ou explorou qualquer criança, e que os vídeos que produzia sempre retrataram a realidade periférica sem filtros ou maquiagens.
Nos trechos em que comenta seu conteúdo nas redes, Hytalo argumenta que suas produções sempre mostraram a vida “como ela é” nas periferias. Dança, cultura da favela, linguagem popular e convivência comunitária seriam, segundo ele, mal interpretadas por quem não conhece esse universo.
Para o influenciador, o que muitos veem como polêmico é, na verdade, parte de um cotidiano que carrega sua própria lógica social.
A dor transformada em resistência
Mesmo abalado, Hytalo afirma que tenta manter a esperança viva enquanto aguarda novos desdobramentos judiciais. Ele admite chorar, sofrer e se entristecer, mas garante que não perdeu a fé.
Nas linhas finais da carta, destaca que ainda acredita em um desfecho justo e sonha com a possibilidade de passar o Natal em liberdade. Para ele, o momento exige força, e sua postura será a da “resistência”.





