Um homem passou 61 dias enterrado em um caixão por vontade própria e, durante esse período, atraiu a curiosidade do público e a atenção até de celebridades.
A façanha extrema, realizada no fim da década de 1960, transformou um operário irlandês em personagem de manchetes internacionais, mesmo em meio a um cenário global marcado por guerras e grandes acontecimentos políticos.
Homem passa 61 dias enterrado em caixão por vontade própria
O protagonista dessa história era Mick Meany, um irlandês que havia deixado sua terra natal para trabalhar na Inglaterra.
Filho de fazendeiro, ele levava uma vida simples como operário da construção civil em Londres. Quando jovem, sonhou em ser boxeador profissional, mas uma lesão em uma das mãos encerrou qualquer chance de carreira no esporte.
Sem formação acadêmica, sem perspectivas claras de ascensão social e com poucas opções de trabalho, Meany passou a buscar uma forma incomum de mudar seu destino.
A ideia surgiu após um acidente em uma obra, quando ficou soterrado por escombros durante algum tempo. A experiência extrema despertou nele a convicção de que poderia suportar longos períodos sob a terra.
Inspirado por competições de resistência que já haviam ganhado fama nos Estados Unidos, decidiu tentar quebrar o recorde mundial de permanência enterrado vivo em um caixão.
Com o apoio de um dono de pub conhecido por promover eventos extravagantes, Meany transformou o plano em espetáculo. Antes de ser enterrado, participou de uma encenação pública que simulava um funeral, diante de jornalistas e curiosos.
Em seguida, foi colocado em um caixão especialmente preparado, sepultado a mais de dois metros de profundidade, em um terreno no norte de Londres.
Mick Meany ficou 61 dias enterrado em caixão
Durante 61 dias, ele permaneceu debaixo da terra com acesso limitado ao mundo exterior. Respirava por tubos de ventilação, recebia comida, bebida, jornais e livros, e mantinha contato com visitantes por telefone.
O local virou atração, recebendo desde moradores curiosos até figuras conhecidas do esporte e do cinema, interessadas em conhecer o homem que desafiava um dos maiores medos humanos.
Quando o caixão foi finalmente retirado da terra, Meany apareceu magro, barbudo, mas saudável. O feito superava com folga o recorde anterior e parecia garantir fama e dinheiro.
Nada disso aconteceu. O reconhecimento oficial nunca veio, já que não houve fiscalização formal do recorde, e as promessas financeiras feitas pelos organizadores não se concretizaram. Poucos meses depois, outra pessoa superou sua marca, empurrando sua história para o esquecimento.
Décadas mais tarde, o episódio voltou a chamar atenção com o lançamento de um documentário, reacendendo a memória de um homem que arriscou tudo em busca de reconhecimento, mas terminou sem prêmio, sem fortuna e sem título oficial.






