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Homem fica preso em hospital após seguro se recusar a cobrir despesas médicas

Por Julia Martins
21/04/2025
Em Geral, Colunas, Mais Tendências
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Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

O britânico Robert Atkinson, de 67 anos, não consegue sair do hospital após passar por uma cirurgia de emergência na Espanha e ter uma dívida médica que ultrapassa R$ 460 mil.

Segundo ele, o plano de saúde se recusou a cobrir os custos da internação porque foram detectados vestígios de álcool em seu organismo. Porém, ele alega que isso seria devido a uma taça de vinho tomada durante o jantar com a esposa, na véspera do ocorrido.

Colapso na coluna e cirurgia urgente

O incidente aconteceu durante uma viagem ao país. Robert desmaiou inesperadamente enquanto jantava e, no dia seguinte, acordou sem conseguir se mover da cintura para baixo. Foi levado a um hospital, onde os médicos diagnosticaram o colapso de uma vértebra, causado por um pequeno tumor na coluna.

Diante da gravidade do quadro, ele precisou passar por uma cirurgia urgente em 6 de abril. Só depois do procedimento a família foi informada de que a seguradora Zurich não cobriria os custos.

Transporte e hospital particulares agravam situação

A situação se complicou ainda mais quando a família descobriu que Robert havia sido levado a um hospital particular por uma ambulância privada, nenhum dos dois cobertos pelo seguro.

“Estávamos de férias. Não é como se ele estivesse embriagado. Eles apenas compartilharam uma garrafa de vinho no jantar antes do voo de volta”, explicou Amanda Liddle, enteada de Robert, ao jornal The Mirror. Ela acusa a seguradora de abandonar a família num momento crítico.

Paciente segue internado e sem poder andar

Mesmo após nove dias da cirurgia, Robert permanece na UTI, sem conseguir andar e acumulando dívidas hospitalares. Ele aguarda liberação para retornar ao Reino Unido, onde deverá dar continuidade ao tratamento.

A Zurich Insurance declarou que o paciente estava em um hospital privado, sob medicação não registrada no plano e com álcool no sangue — fatores que, segundo a empresa, invalidam a cobertura.

Diante da negativa do seguro, a família lançou uma campanha online para arrecadar fundos. “Minha mãe está exausta, não fala espanhol e depende do Google Tradutor para falar com os médicos. Ela está preocupada com tudo: com a saúde do meu padrasto e com a dívida que só cresce”, desabafou Amanda.

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Julia Martins

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