A medicina exige mais do que dedicação, são anos de estudo até a formação e, mesmo depois disso, o médico precisa acompanhar uma avalanche constante de descobertas científicas, novos tratamentos e diretrizes clínicas.
A cada minuto, surgem novas pesquisas, dificultando o trabalho de quem precisa tomar decisões rápidas com base nas melhores evidências disponíveis.
Diante dessa sobrecarga, uma solução inovadora surgiu das mãos de um empreendedor visionário, que decidiu aplicar inteligência artificial ao desafio enfrentado por médicos diariamente. A ideia o transformou no mais novo bilionário do setor de tecnologia.
Homem cria ChatGPT para médico e vira bilionário
Daniel Nadler, um economista com doutorado por Harvard, fundou a OpenEvidence, uma startup que criou um sistema de inteligência artificial voltado exclusivamente para médicos.
Inspirado pelo funcionamento do ChatGPT, o programa é capaz de interpretar, cruzar e apresentar informações retiradas de milhões de artigos científicos revisados por pares.
Ao invés de buscar respostas em motores de busca genéricos, os profissionais de saúde agora podem consultar a OpenEvidence para obter orientações baseadas em literatura médica de alta qualidade, incluindo os principais periódicos da área.
A ferramenta já conquistou a confiança de centenas de milhares de médicos nos Estados Unidos. Com acesso gratuito para profissionais verificados, o modelo de negócios se sustenta por meio de publicidade, uma abordagem ainda incomum no mundo das healthtechs.
Grandes farmacêuticas aproveitam o espaço para divulgar informações sobre medicamentos diretamente aos especialistas que os prescrevem, o que vem garantindo uma receita publicitária em rápido crescimento.
ChatGPT para médicos tornou idealizador o mais novo bilionário
O sucesso chamou a atenção de gigantes do investimento. Em sua última rodada de captação, a OpenEvidence levantou 210 milhões de dólares com o apoio de nomes como GV (o braço de investimentos do Google) e a Kleiner Perkins.
Com uma avaliação de mercado que saltou para 3,5 bilhões de dólares, a empresa colocou Nadler, que ainda detém a maior parte das ações, na lista de bilionários.
A promessa da OpenEvidence é ambiciosa: ajudar médicos a tomar decisões mais precisas, com agilidade e respaldo científico.
À medida que o sistema se expande, inclusive para outros países, especialistas e investidores apostam que a plataforma pode se tornar indispensável no cenário da medicina moderna.





