Há alguns dias, Éric Freymond, o ex-gestor de patrimônio de Nicolas Puech, o herdeiro da marca de artigos de luxo Hermès, veio a falecer aos 67 anos de idade. Mas apesar do luto, o ocorrido acabou revivendo uma antiga briga.
Isso porque Freymond acabou deixando seu cargo em 2022 após ter sido acusado de arruinar a fortuna de Puech, avaliada em cerca de 14,5 bilhões de euros (aproximadamente R$ 94 bilhões) por conta de supostos esquemas financeiros. O caso veio a público pela primeira vez em 2023.
Na época, o magnata entrou com queixas na Suíça e na França. No entanto, a Justiça suíça acabou inocentando Freymond, ao considerar as acusações contra ele “vagas e infundadas”.
Ainda assim, nesta segunda-feira (28), o advogado de Puech voltou a questionar sobre as supostas fraudes. Através de um comunicado, o herdeiro da Hermès ressaltou insatisfação com o caso, alegando que ainda aguarda esclarecimentos.
Apesar disso, ele também restou solidariedade à família e lamentou a morte do ex-parceiro de negócios, com quem alega ter mantido uma relação de amizade e confiança por 25 anos.
Defesa de Freymond afirma que ex-gestor estava abalado com acusações do herdeiro da Hermès
Até o presente momento, a causa da morte de Éric Freymond não foi divulgada publicamente. Procuradas pela imprensa, as autoridades mencionaram a proteção à privacidade como justificativa.
Contudo, dois advogados do ex-gestor financeiro do herdeiro da Hermès revelaram à agência AFP que, apesar de ser “um homem de rara sensibilidade”, Freymond estava profundamente abalado pela “traição” e pela “violência da suspeita” que marcaram o caso nos últimos anos.
Por que Nicolas Puech é considerado o herdeiro da Hermès?
Além de ser o maior acionaista individual da empresa, Nicolas Puech tem uma verdadeira ligação sanguínea com a Hermès. Afinal, mesmo sendo um membro distante dos fundadores, ele integra a quinta geração da família.
Ele é bisneto de Thierry Hermès, que fundou a marca em 1837. E apesar de ter se desligado do conselho de administração da marca há 11 anos, ele ainda manteve 5% das ações.





