Os controladores civis de tráfego aéreo do Brasil, que haviam decidido por uma greve nos aeroportos a partir da próxima quarta-feira, 24 de setembro, recuaram da paralisação.
A suspensão do movimento foi confirmada pelo sindicato da categoria na última segunda-feira (22), e deixou muitos brasileiros confusos.
Afinal, grande parte da população sequer sabia que uma greve estava prestes a acontecer e, agora que a possibilidade foi descartada, surgem dúvidas: haverá impacto nos aeroportos? As operações vão seguir normalmente?
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De acordo com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo (SNTPV), a greve estava previamente aprovada em assembleia, mas uma nova votação, realizada entre os dias 19 e 22 de setembro, reverteu a decisão.
O motivo do recuo foi o recebimento de um novo documento da NAV Brasil, que é uma empresa pública responsável pela maioria dos profissionais civis do setor, que apresentou avanços importantes nas negociações com a categoria.
O ofício enviado pela NAV Brasil trouxe a confirmação de que o Plano de Cargos e Salários foi aprovado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST).
Além disso, incluiu uma proposta de aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho vigente, com novas condições para o auxílio saúde, um dos pontos sensíveis das reivindicações.
Essas informações foram consideradas significativas o bastante para que o sindicato convocasse uma nova assembleia virtual, com a participação de 810 trabalhadores. Ao final da votação, 530 optaram por suspender a paralisação, 253 foram contrários e 27 se abstiveram.
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A suspensão da greve, no entanto, não representa o fim das reivindicações. O sindicato afirmou, em comunicado, que a mobilização da categoria continua firme, agora concentrada nas mesas de negociação.
“Não é uma desistência, é uma mudança de estratégia”, declarou o SNTPV, destacando que seguirá pressionando a NAV Brasil por respostas concretas.
Os trabalhadores civis do controle aéreo exigem melhores condições de trabalho, valorização salarial e benefícios adequados.
Controladores de voo, meteorologistas, técnicos de eletrônica e outros profissionais da proteção ao espaço aéreo brasileiro alegam que estão sobrecarregados e com remunerações defasadas.
Embora a paralisação tenha sido adiada, o impasse permanece e novas mobilizações não estão descartadas caso não haja avanços reais. Por enquanto, os voos e aeroportos seguem funcionando normalmente.





