O governo federal deu início nos últimos anos a uma ampla reformulação no sistema de identificação civil do país, com a criação da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A iniciativa substitui gradualmente o modelo antigo de RG, que apresentava diferentes numerações conforme o estado de emissão.
A principal mudança é a adoção do número do CPF como identificador único e válido em todo o território nacional. Com isso, o Executivo quer unificar a base de dados dos cidadãos, modernizar o acesso a serviços públicos e ampliar a segurança contra fraudes.
Governo planeja usar CPF como CIN para todos brasileiros
A proposta da CIN vai além de um novo modelo de documento. Ela faz parte de um projeto mais ambicioso: integrar informações públicas em um único cadastro centralizado.
Para isso, o governo vem estruturando a chamada Infraestrutura Nacional de Dados, que conecta bases federais, estaduais e municipais por meio do CPF.
A meta é garantir que, até 2026, cerca de 130 milhões de brasileiros estejam utilizando o novo documento, uma expansão significativa frente aos mais de 20 milhões de emissões registradas até agora.
A nova carteira tem validade nacional e pode ser emitida em duas versões: física, em papel ou cartão, e digital, acessível por meio do aplicativo Gov.br. Todas possuem o mesmo valor legal.
Entre os elementos de segurança do novo modelo, está o QR Code no verso, que permite a checagem de autenticidade.
O documento também possibilita a inclusão de outras informações pessoais, como CNH, título de eleitor, número do SUS e PIS/Pasep, o que facilita o acesso a diversos serviços públicos e benefícios sociais.
Todos podem solicitar a nova CIN com CPF de graça
Qualquer cidadão brasileiro com CPF regularizado junto à Receita Federal pode solicitar a nova CIN. O processo começa com o agendamento, que deve ser feito no site do órgão responsável pela identificação civil em cada estado.
No dia marcado, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento ou casamento, além do CPF. Durante o atendimento presencial, são coletadas informações biométricas e dados pessoais, que serão integrados ao novo sistema.
A primeira emissão da CIN é gratuita. A validade do documento varia conforme a idade do titular: cinco anos para crianças de até 12 anos, dez anos para pessoas entre 12 e 60 anos e validade indeterminada para maiores de 60. A versão digital, uma vez emitida, pode ser acessada imediatamente pelo celular.





