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Governo oficializa quem vai ter que devolver o Auxílio Emergencial

Por Leticia Florenço
04/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Auxílio Emergencial - Reprodução

Auxílio Emergencial - Reprodução

O Auxílio Emergencial, criado durante a pandemia da Covid-19 para socorrer financeiramente milhões de brasileiros, agora é alvo de medidas de ressarcimento.

O governo federal anunciou oficialmente que intensificou as cobranças de quem recebeu os valores sem atender aos critérios. Segundo informações, 176.862 beneficiários já foram notificados e terão que devolver o dinheiro recebido indevidamente.

As notificações estão sendo enviadas por SMS, e-mail e pelo aplicativo Notifica, alertando os cidadãos sobre a obrigação de devolução e os prazos para regularização.

Quem está sendo obrigado a devolver

O governo identificou, por meio de cruzamento de dados e análises técnicas, pessoas que receberam os valores sem cumprir as regras de elegibilidade estabelecidas. Entre elas estão:

  • Indivíduos com renda per capita superior a dois salários mínimos;
  • Trabalhadores que tinham carteira assinada no período em que solicitaram o auxílio;
  • Famílias cuja renda total ultrapassava o limite permitido pela legislação.

Esses critérios foram definidos desde as primeiras medidas provisórias que instituíram o Auxílio Emergencial, e agora servem de base para a cobrança.

Como verificar se está na lista

Para confirmar se o nome está entre os notificados, o cidadão deve acessar o sistema VEJAE, disponível no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

  • É necessário utilizar o CPF e a senha cadastrada na plataforma Gov.br.
  • Dentro do sistema, é possível visualizar a notificação, consultar o valor a ser devolvido e verificar os prazos para defesa ou pagamento.

Processo de devolução

O ressarcimento pode ser feito de duas formas:

  • Pagamento à vista, quitando toda a dívida de uma vez;
  • Parcelamento em até 60 vezes, com parcelas mínimas de R$ 50,00.

Caso o beneficiário discorde da cobrança, existe a possibilidade de apresentar uma defesa administrativa no próprio sistema VEJAE, dentro de um prazo de 30 dias após o recebimento da notificação. Esse período é essencial para apresentar documentos que comprovem a regularidade no recebimento do auxílio.

O que acontece se não pagar

Se o cidadão não efetuar o pagamento ou não apresentar defesa dentro do prazo, a dívida será inscrita na Dívida Ativa da União. As consequências podem ser sérias:

  • Restrições de crédito em órgãos como SPC e Serasa;
  • Bloqueio de bens e valores em contas bancárias;
  • Em casos mais graves, até leilão judicial de bens para quitar os débitos.

Por que a medida foi adotada

O governo reforça que a intenção é recuperar recursos públicos utilizados durante o período de emergência sanitária. O objetivo é garantir que o dinheiro seja destinado apenas a quem realmente cumpria os critérios de vulnerabilidade estabelecidos pelas normas.

Essa medida, embora impopular para quem foi notificado, busca equilibrar as contas públicas e assegurar que programas sociais futuros não sejam prejudicados por irregularidades passadas.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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