Considerado um dos alimentos mais suscetíveis a fraudes no mercado mundial, o azeite de oliva voltou a ser alvo de alerta das autoridades brasileiras.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento de um lote de azeite extravirgem da marca San Paolo após análises laboratoriais apontarem irregularidades em sua composição.
O produto afetado é o lote 260289. Exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Goiás, identificaram a presença de outros óleos vegetais misturados ao azeite, prática que caracteriza adulteração e torna o produto impróprio para consumo humano.
Azeite fraudado
Fiscalização
- A ação foi conduzida pela Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP).
- Houve participação do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal em Araraquara.
- Durante a investigação, foram identificadas irregularidades relacionadas à empresa responsável pelo produto.
Irregularidades encontradas na empresa
- O endereço informado nos rótulos e documentos fiscais não foi localizado.
- O CNPJ informado não pôde ser confirmado pelas autoridades.
- A empresa foi notificada para prestar esclarecimentos.
- Não houve manifestação dentro do prazo estabelecido.
- A empresa deverá ser autuada administrativamente.
Com base nos resultados, o Ministério classificou o lote como desclassificado e determinou sua retirada imediata do mercado.
Alerta aos comerciantes
- A comercialização do lote irregular é considerada infração grave.
- Estabelecimentos que mantiverem o produto à venda podem ser responsabilizados pelas autoridades.
Orientações aos consumidores
- Interromper imediatamente o consumo do azeite.
- Solicitar substituição ou ressarcimento do produto com base no Código de Defesa do Consumidor.
- Registrar denúncias sobre a venda do lote na plataforma Fala.BR.
Lista de orientações
O caso não é isolado. Em novembro de 2025, o Mapa já havia divulgado uma lista de azeites impróprios para consumo após a identificação de fraudes semelhantes.
A adulteração mais comum é a substituição parcial ou total do azeite por óleos vegetais mais baratos, como o óleo de soja, prática frequentemente identificada em operações de fiscalização.
Diante da recorrência dessas irregularidades, o órgão orienta os consumidores a desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado, verificar a procedência do produto, observar a data de envase, preferir embalagens de vidro escuro e consultar listas oficiais de produtos irregulares divulgadas pelos órgãos de controle.






