Na manhã de quarta-feira (10), agentes das Polícias Civis de Santa Catarina, Distrito Federal, São Paulo, Pará e Maranhão cumpriram dezenas de mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa que se aproveitou de uma ação legal para aplicar um golpe multimilionário.
De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam cadastros falsos de fornecedores de uma multinacional brasileira em uma plataforma de intermediação e antecipação para solicitar dinheiro aos bancos e, posteriormente, lavavam os recursos para dificultar o rastreamento.
As autoridades informaram que o grupo conseguiu saquear cerca de R$ 88 milhões no total, fruto dos golpes e do complexo esquema de lavagem de dinheiro que operavam. Inclusive, diversas táticas foram adotadas para tentar camuflar as operações.
Em entrevista a portal Correio Braziliense, o chefe do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRCC), delegado João Guilherme, revelou que a organização utilizou intermediários, como laranjas e empresas de fachada, para esconder a origem criminosa dos valores.
Falta de correspondência com altos volumes atraiu atenção para o golpe
As investigações revelaram ainda que o grupo responsável pelo golpe era formado por pessoas com conhecimento em tecnologia e cibersegurança, capazes de enganar sistemas com facilidade. Apesar disso, foram justamente as transações utilizadas para mascarar a ação que acabaram atraindo as suspeitas das autoridades.
Isso porque mesmo com os investigados transferindo valores de forma segmentada em diferentes contas, as pessoas e estabelecimentos para os quais os montantes estavam sendo enviados não apresentavam a correspondência operacional ou física compatível com os altos volumes.
Como medida, a Justiça ordenou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e das empresas associadas, além do confisco de diversos imóveis de luxo e da apreensão de veículos de alto valor. Agora, a apuração do caso continua a cargo da Polícia Civil de Santa Catarina.






