Com a popularização do Pix como meio de pagamento no Brasil, os criminosos digitais também encontraram nesse sistema uma oportunidade para aplicar golpes cada vez mais sofisticados.
Um dos mais recentes, e perigosos, é o chamado “vírus do Pix”, um tipo de malware que se instala no celular da vítima e pode, sem que ela perceba, desviar todo o dinheiro da conta bancária em questão de segundos. A ameaça tem preocupado especialistas e exige atenção de todos os usuários de smartphones.
O que é o “vírus do Pix”?
O termo tem sido usado para descrever um malware batizado de “Brats”, que tem a capacidade de invadir celulares e operar no modo invisível.
Diferente de tentativas de fraude mais “visíveis”, como mensagens falsas ou sites clonados, o Brats atua como um espião digital, acessando tudo o que é feito no celular e esperando o momento em que a vítima acessa o aplicativo do banco. É nesse instante que o golpe acontece.
Como o vírus se instala no celular?
A infecção começa de maneira silenciosa e disfarçada, por meio de links maliciosos enviados por:
- Mensagens de WhatsApp
- SMS com promessas de brindes, sorteios ou promoções tentadoras
- E-mails falsos com aparência de lojas conhecidas
- Anúncios chamativos em redes sociais
Ao clicar no link e fazer o download do arquivo, que geralmente vem mascarado como um aplicativo ou atualização, o sistema solicita acesso às configurações de acessibilidade do celular. Se o usuário permitir, o vírus ganha controle total do dispositivo, incluindo a leitura e interação com outros aplicativos.
Por que o Pix é o alvo preferido?
- É instantâneo
- Não exige intermediários
- Permite transferências 24h por dia
- Tem poucos mecanismos de reversão em caso de fraude
Essas características tornam o Pix altamente atraente para usuários comuns, mas também para criminosos, que se aproveitam da velocidade e simplicidade para agir rápido e dificultar a recuperação do dinheiro desviado.
5 passos simples para se proteger do vírus do Pix
Diante dessa nova ameaça, a prevenção é a melhor defesa. Especialistas em cibersegurança recomendam cinco atitudes essenciais para evitar ser vítima do Brats e de outros malwares similares:
- Não clique em links desconhecidos: Mesmo que pareçam vir de pessoas conhecidas, verifique a origem antes de acessar qualquer link.
- Jamais conceda permissões a apps não confiáveis: Aplicativos que pedem acesso a configurações sensíveis do aparelho, como acessibilidade ou leitura de tela, devem ser tratados com extrema desconfiança.
- Desconfie de prêmios fáceis e promoções surreais: Golpistas costumam usar temas do momento, sorteios falsos ou supostas ofertas imperdíveis para atrair vítimas.
- Ignore mensagens de números desconhecidos no WhatsApp: Mesmo que a mensagem pareça legítima, evite clicar em links e não compartilhe informações pessoais.
- Fique atento a pedidos de acesso às opções de acessibilidade: Esse tipo de solicitação só deve ser aceito em aplicativos reconhecidamente confiáveis. Se surgir de forma aleatória, é sinal de alerta.
E o antivírus no celular, funciona?
Sim. Embora muitos usuários ainda associem o uso de antivírus apenas a computadores e notebooks, os smartphones também precisam de proteção. Hoje em dia, o celular costuma armazenar:
- Dados bancários
- Cartões salvos
- Documentos pessoais
- Informações de login de diversos serviços
Portanto, manter um antivírus ativo pode ajudar a bloquear tentativas de invasão, identificar arquivos suspeitos e alertar sobre sites perigosos. Há boas opções gratuitas nas lojas oficiais de aplicativos (Play Store e App Store).





