A Geração Z, composta por jovens entre 15 e 30 anos, tem se consolidado como uma das faixas etárias de crescimento mais acelerado no consumo global.
Projeções de mercado indicam que, até o fim da década, esse grupo deve ultrapassar gerações anteriores em volume de gastos, tornando-se um dos principais motores da economia mundial.
Pesquisas recentes apontam que esse comportamento pode ser descrito como “pragmático com exceções de gasto”.
Na prática, a Geração Z tende a reduzir despesas em itens essenciais do cotidiano, mas direciona parte relevante da renda para áreas consideradas prioritárias em termos de valor subjetivo, como estética, saúde e experiências.
Gastos da Geração Z
Glow up e bem-estar
- Cerca de 60% dos jovens estão dispostos a pagar mais por produtos ligados à aparência e ao bem-estar.
- Cosméticos, skincare, academias e aplicativos de saúde mental estão entre os mais favorecidos.
Preço e custo-benefício
- O preço continua sendo decisivo na compra.
- Cresce a migração para marcas mais baratas e marcas próprias de varejistas.
- O comportamento é marcado por pesquisa, comparação e decisões mais estratégicas.
Influência digital
- As redes sociais têm forte impacto nas escolhas de consumo.
- Cerca de 41% dizem confiar mais em produtos que viralizam online.
- As compras são mais guiadas por tendências momentâneas do que por fidelidade.
Lealdade às marcas
- A fidelidade tradicional às marcas está enfraquecendo.
- A Geração Z troca com mais facilidade de produto ou marca conforme preço, viralização e relevância digital.
- A relação com as empresas é mais fluida e menos duradoura.
Impactos no mercado
Para o varejo e para as marcas, esse comportamento impõe desafios significativos. Empresas tradicionais enfrentam maior dificuldade para reter consumidores jovens, enquanto marcas próprias de supermercados e redes varejistas ganham espaço por oferecerem preços mais competitivos, especialmente em categorias essenciais do dia a dia.
Paralelamente, estratégias de marketing têm buscado alternativas para engajar esse público, como o uso de nostalgia, estética retrô e relançamentos de embalagens inspiradas em décadas passadas, além de campanhas alinhadas a referências culturais e digitais.






