O início do ano, período tradicional de pagamento do IPVA, voltou a ser explorado por criminosos digitais. Sites falsos que prometem descontos atraentes no imposto estão sendo usados para enganar motoristas em diversos estados.
A estratégia é imitar páginas oficiais do governo para convencer o contribuinte a pagar o tributo de forma indevida.
Os sites fraudulentos reproduzem cores, logotipos e linguagem semelhantes aos de órgãos como Detran e Secretarias da Fazenda.
Os endereços eletrônicos costumam ter nomes muito parecidos com os oficiais, mudando apenas uma letra ou acrescentando termos genéricos, o suficiente para confundir quem não confere a URL com atenção.
Estados mais atingidos pelo esquema
Levantamentos de empresas de segurança digital identificaram golpes ativos contra contribuintes do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Em todos os casos, o padrão se repete: aparência institucional, promessa de facilidade e pagamento imediato via Pix.
Como a vítima chega ao site falso
Muitos motoristas acessam essas páginas por links enviados por e-mail, SMS, anúncios em redes sociais ou resultados patrocinados em buscadores. Ao aparecer entre os primeiros resultados de pesquisa, o site falso transmite uma sensação de confiança que reduz a desconfiança do usuário.
Após acessar a página, o contribuinte é orientado a informar o Renavam. Em seguida, o sistema fraudulento exibe dados reais do veículo, como modelo, ano e cor. Essa etapa é crucial para convencer a vítima de que está em um ambiente oficial e seguro.
Na fase final do golpe, o site oferece supostos descontos para quitação do IPVA, geralmente maiores do que os praticados pelos governos estaduais. O pagamento é feito exclusivamente via Pix, por meio de QR Code.
O dinheiro, no entanto, vai para contas de terceiros, geralmente em bancos digitais, e some rapidamente.
Por que o dinheiro é difícil de recuperar
Após o pagamento, os valores são transferidos para várias contas em sequência, o que dificulta o rastreamento. Mesmo com registro de boletim de ocorrência, a chance de recuperar o dinheiro é pequena, já que os recursos costumam ser pulverizados em poucas horas.
Os órgãos estaduais não enviam links de cobrança por mensagens ou redes sociais. O acesso correto deve ser feito digitando manualmente o endereço da Secretaria da Fazenda do seu estado ou utilizando aplicativos oficiais e bancos credenciados.
Atenção redobrada com o Pix
Antes de confirmar qualquer pagamento, é essencial verificar o nome do destinatário. Tributos estaduais são pagos apenas para contas oficiais do governo. Se o Pix indicar pessoa física ou empresa desconhecida, o risco de golpe é alto.
Renavam, CPF e dados bancários nunca devem ser inseridos em páginas acessadas por links recebidos por mensagens ou anúncios. Mesmo que o site pareça confiável, a origem do acesso faz toda a diferença na segurança.
Soluções de segurança digital podem alertar sobre páginas suspeitas e bloquear links maliciosos. Manter antivírus e navegadores atualizados é uma medida simples que reduz bastante o risco de fraude.
Confirmação sempre nos canais oficiais
A principal regra para não cair no golpe do IPVA é desconfiar de facilidades exageradas. Antes de pagar qualquer imposto, confirme as informações diretamente nos sites oficiais do governo estadual ou nos aplicativos dos bancos autorizados.
Informação e cautela continuam sendo as melhores defesas contra fraudes digitais.





