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Formiga de 113 milhões de anos é encontrada em rochas brasileiras

Por João Carlos Gomes
25/07/2025
Em Ciência
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Foto: cp17/Pixabay

Foto: cp17/Pixabay

Pesquisadores do Brasil e da França surpreenderam a comunidade científica ao anunciar a descoberta de um fóssil de formiga que teria vivido há cerca de 113 milhões de anos. Considerada a mais antiga já registrada em todo o planeta, a espécie foi encontrada em rochas do interior nordestino, mais especificamente na Formação Crato.

A região, que fica localizada entre Ceará, Pernambuco e Piauí e está inserida litoestratigraficamente no Grupo Santana da Bacia do Araripe, conta com rochas do período Cretáceo, e mais uma vez provou sua importância para o cenário paleontológico mundial.

Afinal, a Vulcanidris cratensis, como foi batizada a formiga, pertence a um grupo extinto que possuía características físicas impressionantes, como mandíbulas verticais, que se fechavam de cima para baixo, e adaptações que sugerem comportamento predatório.

Apesar de já ter sido encontrada em regiões do hemisfério Norte, a descoberta da espécie no Brasil é extremamente significativa, pois pode preencher uma lacuna importante no registro evolutivo das formigas.

Isso porque seria possível confirmar que estes animais teriam se originado no antigo supercontinente Gondwana, que unia a América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida, e assim desafiar hipóteses anteriores.

Tecnologia auxiliou os estudos sobre a formiga

O fóssil da formiga foi descoberto em rocha calcária, um um tipo de formação menos comum para esse tipo de achado e que normalmente compromete a preservação de estruturas delicadas.

Portanto, para não correr riscos de danificar o material durante os estudos, os cientistas envolvidos na descoberta utilizaram microtomografia, uma técnica que se assemelha bastante à tomografia médica, criando imagens 3D do interior do corpo.

Desta forma, foi possível efetuar uma análise profunda de todas as estruturas internas da formiga, incluindo suas antenas, musculatura e sistema bucal. E por conta disso, a Vulcanidris cratensis pôde ser enquadrada como parte do grupo das chamadas “formigas-infernais”, conhecidas por sua aparência hostil.

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João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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