Uma marca de fita para clareamento dental amplamente utilizada por consumidores brasileiros foi proibida com urgência pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana.
A decisão acende um alerta importante para quem costuma recorrer a produtos de clareamento vendidos pela internet ou em outros canais informais, muitas vezes sem verificar se eles possuem autorização para uso no país.
Segundo a agência, o consumo desse tipo de produto sem avaliação oficial pode trazer riscos relevantes à saúde bucal e geral.
Fita de clareamento dental muito utilizado é proibido com urgência
A medida adotada pela Anvisa determina a proibição imediata e a apreensão da fita de clareamento dental identificada como 9D White Teeth Whitening Strips.
A decisão vale para todo o território nacional e abrange não apenas a venda ao consumidor final, mas também a distribuição, a importação, o transporte, a propaganda e o uso do produto.
A resolução que oficializa a proibição foi publicada no Diário Oficial da União e já está em vigor.
De acordo com a Anvisa, o principal motivo da decisão é o fato de o produto não possuir registro na agência, etapa obrigatória para qualquer item de uso odontológico comercializado no Brasil.
Sem esse registro, a fita não passou por análises técnicas que avaliam sua segurança, eficácia e qualidade.
Além disso, a empresa responsável pela importação e comercialização, a VM Global Trade Ltda., não possui autorização de funcionamento para atuar no setor de saúde, o que configura uma infração sanitária grave.
Fita de clareamento dental oferece riscos ao consumidor; veja orientações
A ausência de regularização impede que se tenha qualquer garantia sobre a composição do produto e seus efeitos no organismo. A Anvisa explica que produtos de clareamento dental não avaliados podem provocar desde reações leves até danos mais sérios.
Entre os principais riscos estão aumento da sensibilidade dentária, irritação ou inflamação da gengiva, lesões na mucosa da boca e desgaste do esmalte dos dentes.
Em situações mais extremas, o uso contínuo pode comprometer a saúde bucal de forma permanente.
Como orientação, a Anvisa reforça que consumidores devem evitar adquirir produtos odontológicos que não apresentem registro válido no órgão.
A recomendação é sempre consultar um cirurgião-dentista antes de iniciar qualquer tratamento de clareamento e optar apenas por produtos regularizados e indicados por profissionais habilitados.
A agência também orienta que, ao identificar a venda do produto proibido, o consumidor evite o uso e comunique os órgãos de vigilância sanitária locais, contribuindo para reduzir a exposição de outras pessoas aos possíveis riscos.






