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Fim das monetizações na Internet: Projeto encaminhado no Brasil vai dar fim à arrecadação

Por Leticia Florenço
22/08/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Celular bloqueado - Reprodução/iStock

O avanço da tecnologia trouxe oportunidades de geração de renda online, mas também expôs crianças e adolescentes a riscos preocupantes.

Pensando nisso, o Congresso Nacional aprovou recentemente o Projeto de Lei 2628/22, que visa restringir práticas monetárias que incentivem conteúdos prejudiciais e proteger o público infantojuvenil no ambiente digital.

A proposta redefine responsabilidades de provedores e plataformas, além de reforçar o papel de pais, responsáveis e poder público na criação de um ambiente online seguro.

Principais objetivos do PL 2628/22

O projeto busca garantir que a internet seja um espaço seguro para menores, estabelecendo a remoção imediata de conteúdos prejudiciais, exigindo controle parental rigoroso, responsabilizando provedores e criadores de conteúdo que explorem financeiramente menores, e fortalecendo a fiscalização do poder público.

Somente vítimas, representantes legais, Ministério Público ou entidades de defesa da criança e do adolescente podem solicitar a remoção de conteúdos ilegais.

Ao receber a notificação, o provedor deve remover imediatamente o material, assegurando que a denúncia contenha informações claras sobre o autor e o conteúdo, proibindo relatos anônimos.

Contestação da remoção

O autor do conteúdo removido tem direito a contestar a decisão. Ele será informado sobre o motivo da retirada, a fundamentação legal e os procedimentos para recorrer dentro dos prazos estabelecidos, garantindo equilíbrio entre proteção infantil e liberdade de expressão.

O projeto exige que plataformas identifiquem denúncias falsas ou abusivas e estabeleçam sanções, como suspensão temporária ou cancelamento de contas. Em casos graves, a autoridade competente será notificada, evitando que o sistema de proteção seja manipulado para fins indevidos.

Responsabilidade dos pais e responsáveis

Embora o foco seja nos provedores, o PL reforça que pais e responsáveis devem monitorar o uso digital de menores, evitar qualquer envolvimento financeiro com conteúdos exploratórios e incentivar práticas de educação digital segura.

As plataformas devem impedir o acesso de menores a materiais prejudiciais, incluindo conteúdos sexualizados, materiais proibidos por lei e estímulos a comportamentos nocivos. Entre as exigências estão a verificação rigorosa de idade e a proibição de autodeclaração.

O poder público poderá regular e certificar soluções técnicas de verificação de idade, garantindo confiabilidade. As plataformas deverão permitir supervisão parental sobre downloads e uso, definir limites de tempo e recursos, e exigir consentimento formal para menores entre 13 e 18 anos.

Papel das lojas de aplicativos e sistemas operacionais

Grandes plataformas, como Google Play, App Store, Android e iOS, terão obrigações específicas: disponibilizar APIs para cruzamento de dados de idade, permitir que pais configurem ferramentas de controle e garantir que dados sejam usados exclusivamente para verificação etária.

Todas as informações coletadas para supervisão parental e verificação de idade devem seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo privacidade e segurança para os usuários.

Com fiscalização efetiva e ferramentas de supervisão, a proposta transforma o ambiente digital em um espaço mais seguro e controlado.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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