Motoristas de aplicativos no Rio de Janeiro apresentam um lucro médio mensal de cerca de R$ 3.542,14, posicionando a cidade como a segunda maior em rendimento no país, atrás apenas de Pelotas (RS), onde o lucro médio chega a R$ 4.156,84. Esses dados foram obtidos por meio de uma pesquisa da startup GigU, que oferece uma ferramenta para ajudar os motoristas a avaliarem a rentabilidade das corridas nas plataformas Uber, 99 e InDrive.
A pesquisa considerou dados coletados entre novembro de 2023 e maio de 2024, envolvendo mais de 210 mil usuários da GigU, dos quais 93 mil forneceram informações detalhadas. O sistema possibilita um cálculo minucioso dos custos operacionais dos motoristas, destacando especialmente os gastos médios com combustível, permitindo uma análise mais precisa da lucratividade real do trabalho.
Corridas que valem
A principal inovação da ferramenta é permitir que o motorista defina valores mínimos de remuneração por quilômetro, minuto e hora, facilitando a escolha das corridas mais lucrativas por meio de um sistema de sinalização por cores, chamado “semáforo inteligente”. Com esse recurso, os motoristas podem priorizar viagens financeiramente vantajosas e evitar aquelas que resultariam em prejuízo, otimizando seus ganhos e diminuindo o esforço em trajetos pouco rentáveis.
Outras soluções semelhantes, como o aplicativo Rebu, também vêm conquistando espaço entre os motoristas que desejam maior controle financeiro e condições de trabalho aprimoradas, ao oferecer tecnologias que calculam os ganhos e ajudam na seleção das corridas conforme critérios estabelecidos pelo próprio condutor.
Reação as ferramentas
O uso dessas ferramentas tem gerado controvérsias, com grandes empresas como a Uber acionando judicialmente a GigU por concorrência desleal e uso indevido de dados, especialmente em recursos que automatizam a recusa de corridas. O Judiciário tem se mostrado cauteloso, aguardando perícias técnicas para avaliar os impactos dessas tecnologias.
Especialistas ressaltam a importância de equilibrar inovação, proteção de dados e qualidade do serviço para motoristas e usuários. Recomenda-se que os profissionais adotem práticas seguras, utilizem apps confiáveis e monitorem custos operacionais. As plataformas oficiais reforçam seu compromisso com a segurança e integridade do serviço, fiscalizando eventuais interferências externas.






