Uma farmácia localizada na Avenida dos Cafezais, no bairro Jardim Centro Oeste, em Campo Grande (MS), foi interditada na última terça-feira (28) após uma operação conjunta da Polícia Civil e órgãos de fiscalização constatar uma série de irregularidades graves.
O local comercializava medicamentos controlados sem a exigência de receita médica, praticava sobrepreço de até 169% nesses produtos e armazenava remédios de forma inadequada, incluindo unidades com validade vencida.
Farmácia vendia remédio controlado sem receita por 169% mais caro
A ação teve início após uma denúncia feita por um familiar de um usuário de clonazepam, que relatou o consumo descontrolado do medicamento, vendido livremente pela farmácia.
O caso acendeu o alerta das autoridades para o possível comércio irregular de medicamentos tarja preta, o que motivou a fiscalização.
Segundo os relatos, o paciente chegou a consumir frascos inteiros da substância sem qualquer acompanhamento médico e adquiriu, em poucos dias, uma quantidade suficiente para causar sérios danos à saúde.
Durante a vistoria no local, os agentes encontraram cerca de R$ 100 mil em medicamentos e produtos irregulares. Entre os itens apreendidos estavam anabolizantes, antidepressivos, esteroides, antibióticos, calmantes e remédios vencidos.
Parte significativa dos medicamentos exigia controle rígido e prescrição específica, como os opioides, que só podem ser vendidos mediante receita amarela, e os ansiolíticos, que necessitam de receita azul controlada.
Além da venda irregular, outro ponto crítico identificado foi o armazenamento dos produtos. Os medicamentos estavam guardados em um cômodo separado, sem controle de temperatura ou qualquer adequação exigida para substâncias de uso restrito.
O ambiente inadequado representa risco à eficácia dos medicamentos e à segurança dos consumidores.
Farmácia permanecerá fechada durante até o fim das apurações das autoridades
A operação faz parte de uma investigação mais ampla sobre o comércio ilegal de remédios controlados em Campo Grande. O local permanecerá fechado até o encerramento das apurações.
O caso também gerou encaminhamentos para o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF/MS), que já acompanham o desdobramento da ocorrência.
As autoridades reforçam que a venda de medicamentos controlados sem prescrição médica configura crime e representa grave ameaça à saúde pública, podendo causar dependência, surtos psicológicos e até risco de morte.






