Na última década, as matrículas em educação a distância (EaD) cresceram mais de 300% no Brasil, consolidando uma mudança estrutural no ensino superior.
O movimento ganhou novo marco em 2024, quando a modalidade passou a concentrar 50,7% dos estudantes matriculados, superando pela primeira vez o ensino presencial, que ficou com 49,3%.
No recorte anual, os cursos EaD registraram expansão de 5,6%, enquanto o modelo presencial apresentou retração de 0,5%.
Os dados constam na 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2026, elaborado pelo Instituto Semesp. O estudo reúne indicadores sobre matrículas, perfil dos estudantes, evasão, financiamento estudantil, empregabilidade e organização institucional, com base em dados oficiais, como o Censo da Educação Superior e a PNAD/IBGE.
Faculdades EaD
O perfil dos estudantes varia de forma significativa entre as modalidades. No ensino presencial, 61,9% dos alunos têm até 24 anos, evidenciando a predominância de jovens recém-egressos do ensino médio.
Já na educação a distância (EaD), 67,3% dos matriculados têm 25 anos ou mais, configurando um público majoritariamente adulto, que concilia estudo e trabalho.
Em 2024, essa preferência se refletiu também entre os ingressantes: 66,8% optaram por cursos EaD, enquanto 33,6% escolheram o modelo presencial. No total, o ensino superior brasileiro alcançou 10.227.266 estudantes entre 2023 e 2024, crescimento de 2,5% no período.
Detalhes da modalidade
Regulamentada no país desde a década de 1990 e reconhecida oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC), a educação a distância se consolidou como modalidade válida para graduação e pós-graduação, assumindo papel central na reconfiguração do sistema de ensino superior brasileiro.
Apesar da expansão, a modalidade a distância enfrenta desafios relacionados à permanência, com taxa de evasão de 41,6% no ano, percentual superior aos 24,8% verificados no presencial, o que reforça a necessidade de políticas de acompanhamento acadêmico.






